quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Parafilias - Estudo com base no DSM-IV-R



“Parafilias são preferências sexuais anormais e doentias, no sentido de bizarras a pervertidas, que a pessoa ao longo da vida desenvolve de forma lenta e gradual. Para todos há tratamento, ainda que não haja cura”.

Segundo o DSM-IV-R (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais), as parafilias são caracterizadas por anseios, fantasias ou comportamentos sexuais recorrentes e intensos que envolvem objetos, atividades ou situações incomuns e causam sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social ou ocupacional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo (Critério B). Certas fantasias e comportamentos associados com Parafilias podem iniciar na infância ou nos primeiros anos da adolescência, mas tornam-se mais definidos e elaborados durante a adolescência e início da idade adulta. As características essenciais de uma parafilia consistem de fantasias, anseios sexuais ou comportamentos recorrentes, intensos e sexualmente excitantes, em geral envolvendo 1) objetos não-humanos; 2) sofrimento ou humilhação, próprios ou do parceiro, ou 3) crianças ou outras pessoas sem o seu consentimento, tudo isso ocorrendo durante um período mínimo de 6 meses (Critério A).

As Parafilias aqui descritas são condições especificamente identificadas por classificações anteriores. Elas incluem Exibicionismo (exposição dos genitais), Fetichismo (uso de objetos inanimados), Frotteurismo (tocar e esfregar-se em uma pessoa sem o seu consentimento), Pedofilia (foco em crianças pré-púberes), Masoquismo Sexual (ser humilhado ou sofrer), Sadismo Sexual (infligir humilhação ou sofrimento), Fetichismo Transvéstico (vestir-se com roupas do sexo oposto) e Voyeurismo (observar atividades sexuais). 

Uma categoria residual, Parafilia Sem Outra Especificação, inclui outras Parafilias encontradas com menor frequência, tais como: Zoofilia (prazer em relação sexual com animais), Urofilia (excitação ao urinar no parceiro ou receber dele o jato urinário, ingerindo-o ou não, Necrofilia (atração por ter relações sexuais com cadáver), Coprofilia (fetiche pela manipulação de fezes, próprias ou do parceiro). Não raro, os indivíduos têm mais de uma Parafilia.

Uma Parafilia deve ser diferenciada do uso não-patológico de fantasias sexuais, comportamentos ou objetos como estímulo para a excitação sexual em indivíduos sem Parafilia. Fantasias, comportamentos ou objetos são parafílicos apenas quando levam a sofrimento ou prejuízo clinicamente significativos (por ex., são obrigatórios, acarretam disfunção sexual, exigem a participação de indivíduos sem seu consentimento, trazem complicações legais, interferem nos relacionamentos sociais).


Em alguns indivíduos, as fantasias ou estímulos parafílicos são obrigatórios para a excitação erótica e sempre incluídos na atividade sexual. Em outros casos, as preferências parafílicas ocorrem apenas episodicamente (por ex., talvez durante períodos de estresse), ao passo que em outros momentos o indivíduo é capaz de funcionar sexualmente sem fantasias ou estímulos parafílicos. Os comportamentos podem aumentar em resposta a estressores psicossociais, em relação a outros transtornos mentais ou com o aumento das oportunidades de envolvimento na Parafilia. 

Sintomas depressivos podem desenvolver-se em indivíduos com Parafilias, podendo acompanhar-se de um aumento da frequência e intensidade do comportamento parafílico. Os indivíduos que não dispõem de um parceiro consensual com quem possam atuar suas fantasias podem recorrer aos serviços da prostituição ou atuar suas fantasias contra a vontade de suas vítimas. As ofensas sexuais contra crianças constituem uma parcela significativa dos atos sexuais criminosos, sendo que os indivíduos com Exibicionismo, Pedofilia e Voyeurismo perfazem a maioria dos agressores sexuais presos.

Exceto pelo Masoquismo Sexual, em que a proporção entre os sexos está estimada em 20 homens para cada mulher, as demais Parafilias quase nunca são diagnosticadas em mulheres, embora alguns casos tenham sido relatados. Esses indivíduos raramente buscam auxílio por sua própria conta, geralmente chegando à atenção dos profissionais de saúde mental apenas quando seu comportamento provocou conflitos com parceiros sexuais ou com a sociedade.


Os problemas apresentados com maior frequência em clínicas especializadas no tratamento de Parafilias são Pedofilia, Voyeurismo e Exibicionismo. O Masoquismo Sexual e o Sadismo Sexual são vistos com uma frequência muito menor.


Aproximadamente metade dos indivíduos com Parafilias vistos em clínicas é casada. Eles podem ver, ler, comprar ou colecionar seletivamente fotografias, filmes e textos que enfocam seu tipo preferido de estímulo parafílico. Muitos indivíduos com esses transtornos afirmam que o comportamento não lhes causa sofrimento e que seu único problema é a disfunção sexual resultante da reação de outras pessoas a seu comportamento. Outros relatam extrema culpa, vergonha e depressão pela necessidade de se envolverem em uma atividade sexual incomum que é socialmente inaceitável ou que eles próprios consideram imoral. Existe, frequentemente, um prejuízo da capacidade de ter uma atividade sexual recíproca e afetuosa, podendo ocorrer Disfunções Sexuais.

Embora as Parafilias raramente sejam diagnosticadas em contextos clínicos gerais, o amplo mercado da pornografia e da parafernália parafílica sugere que sua prevalência na comunidade tende a ser maior.



sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Se Você Estiver Cansada De Tudo, Por Favor, Leia Isso

Quando falamos em cansaço, logo vem à mente o cansaço físico, mas não é nesse sentido que continuaremos esse texto, porque às vezes, o cansaço psicológico machuca tanto quando o cansaço do corpo.

Existem momentos em nossas vidas que nos esgotamos de tal maneira que acabamos ficando sem forças, querendo simplesmente pular um período da vida, dormir e acordar quando tudo estiver melhor.

A vontade é manter distância do mundo, porém acabamos descobrindo que essa não é a melhor opção, pois está longe da solução.


O mundo em que vivemos é extremamente cansativo. É muito ingrato. É possível cansar simplesmente por viver nele e assistir diariamente tantas coisas ruins acontecendo, você passa olhar só o lado ruim. Você está cansado de amar muito, dar algo ao mundo que nunca lhe dá nada em troca. Você está cansado da incerteza e da monotonia da vida cotidiana.

Talvez você costumasse acreditar, talvez vivesse cheio de belas esperanças, pensando que o otimismo superava o cinismo e se sentia pronto para recomeçar. Mas, após ter o coração despedaçado, promessas não cumpridas e planos fracassados, você sente que perdeu tudo.


O mundo nem sempre lhe tem sido bom, você perdeu mais do que ganhou e agora não sente absolutamente nenhuma inspiração para tentar novamente. Entendo. No fundo, estamos todos cansados. Cada um de nós. Ao chegar a certa idade, não somos mais do que um exército de corações partidos e almas doloridas buscando desesperadamente pela harmonia.

Queremos mais, mas estamos cansados demais para pedir. Não gostamos de onde estamos agora, mas estamos com muito medo de começar algo do início. Temos de assumir riscos, mas sentimos medo de ver como tudo em nosso entorno pode simplesmente desmoronar. No final, não temos certeza de quantas vezes podemos começar tudo de novo.


A verdade é que, às vezes, cansamos uns dos outros. Estamos cansados dos jogos que jogamos, das mentiras que contamos a nós mesmos, da incerteza que semeamos entre nós. Não queremos usar máscara, mas tampouco queremos continuar a ser tolos e ingênuos. Temos de jogar nossos odiados papeis e fingir sermos alguém, porque não temos certeza da nossa escolha.

Sabemos o quão difícil é seguir fazendo algo ou fingir fazer novas tentativas, quando já estão acabando as forças mentais. E aqueles ideais otimistas que estavam tão próximos parecem inatingíveis e ilógicos. Mas já que você está tão perto de desistir de tudo, pedimos uma coisa: tente de novo, com todas as suas forças!


Uma grande verdade é que somos muito mais resistentes e alegres do que podemos imaginar e isso é uma verdade inquestionável. Somos capazes de dar mais amor, mais esperança, mais paixão do que damos hoje. Queremos resultados imediatos e desistimos se não os vemos. Estamos desapontados com a falta de respostas e deixamos de tentar.

Você entende que nenhum de nós consegue estar inspirado todos os dias? Todos ficamos chateados e cansados. O fato de você se sentir exausto e cansado da vida não significa que esteja imóvel. Cada pessoa que você já admirou, quando buscou seus sonhos, também já falhou algum dia. Mas isso não o impediu de alcançar seus objetivos. Não desista, não importa o que você esteja fazendo, seja uma tarefa comum ou planos grandes e magníficos.


Quando estiver cansado, vá devagar. Mova-se com calma, sem pressa. Mas não pare! Você está cansado por razões objetivas. Sente-se esgotado porque está mudando e fazendo muitas coisas. Está exausto porque está crescendo. Algum dia este crescimento poderá realmente lhe inspirar.



Oração do Amor Próprio






Com carinho eu me cuido e me amparo a cada passo, a cada queda.

Sei que minha força se refaz no meu tempo e nele meu coração celebra.

Que eu não me critique ou me culpe, drenando assim minha própria energia.

Que eu saiba respeitar o meu tempo de florescer a cada dor, que eu possa também me permitir a alegria.


Que antes de cuidar do outro, eu olhe para a minha vida, regue o meu jardim para que a doação não me deixe um buraco e eu me sinta depois dolorida.

Que eu não abandone a mim mesma, esperando que alguém venha me salvar, ao invés disso que eu saiba me olhar com amor e me curar.

Que eu saiba primeiro me encontrar antes de me doar.

Que eu possa respeitar os meus próprios limites e aprender a dizer "não" quando essa é a minha real vontade e direção.


Nos erros que cometo, que eu possa me olhar com todo amor e compaixão, pois sei que faço e dou o meu melhor, que eu aprecie a auto gratidão.

Em cada Alegria celebro a grandeza de ser quem sou, sem querer ser uma imagem que pintaram de mim, esse tempo acabou.

Com carinho eu me curo e me amparo a cada passo, a cada queda. Sei que minha força se refaz no meu tempo e nele meu coração celebra.


“Se engana quem pensa que o amor serve para preencher as partes vazias. O amor serve pra ocupar tudo sem se preocupar com os limites”. (Ad)

“Uma das leis desse plano é que você não tem o poder de transformar o outro – você só pode transformar a si mesmo, pois o livre arbítrio é soberano”. (sri prem baba)


terça-feira, 18 de julho de 2017

Ponto G


Na literatura médica o ponto G existe sim e está localizado na parede interna no começo da vagina, sendo essa uma região de sensibilidade maior que as demais áreas. Adean Ostrzensk, ginecologista da cidade de São Petersburgo , diz provar que o ponto G existe. De acordo com a pesquisa, o ponto G é uma estrutura localizada na parede da frente da vagina, numa região entre a vagina e a uretra, que fica comprimida em uma espécie de casulo de 3,3 mm.

Em 1960, o ginecologista alemão Ernest Gräfenberg fez uma descoberta que gerou polêmica e dúvidas entre os estudiosos da sexualidade humana: a existência de uma estrutura à qual atribuía capacidade de induzir o orgasmo feminino.

Porém, com os avanços no estudo da sexualidade humana, descobriu-se que o clitóris pode ser mais sensível do que o ponto G.

Segundo o ginecologista Cesar Eduardo Fernando – SP, “O ponto G não é anatomicamente definido, habitualmente relacionado ao teto da vagina, que é uma zona erógena próxima ao clitóris. Por ser muito sensível, gera excitação e lubrificação”.

A existência ou a ausência do ponto G não é fundamental para que a mulher sinta prazer, e sim o conhecimento de seus próprios pontos sensíveis. Não existe uma receita, cada mulher precisa descobrir o que lhe dá mais prazer.

Apontar a existência do ponto G é estigmatizar a mulher, o que pode gerar mais ansiedade e cobranças, dificultando a descoberta de novas áreas sensíveis e de extrema excitação no corpo feminino.

O desejo e diversos outros fatores como fisiológico, psicológico e emocional determinam qual é a capacidade da mulher se entregar e vivenciar uma sexualidade mais excitante e prazerosa com seu(a) companheiro(a).

Na verdade o ponto G é uma questão polêmica entre os estudiosos da sexualidade humana, por acreditarem numa sexualidade mais global, onde o corpo como um todo possui várias áreas de intensa excitação sexual.

“Não se trata de uma imaginação como, algo inexistente. Ocorre que as sensações sexuais e eróticas passam por um processo mental, são registrados no cérebro e então passam a existir fisicamente. Além do ponto G, muitas partes do corpo são erógenas. Algumas delas, extravaginais que podem também conduzir ao orgasmo.” (Oswaldo Rodrigues – Psicólogo Diretor do Inpasex).

Segundo Sylvia Faria Marzano, urologista e terapeuta sexual, “a mulher tem dois pontos G; um em cada ouvido, que tudo depende de como a mulher é estimulada.”

Um fato é certo e que todos os estudiosos de um modo geral concordam: o corpo feminino possui muitas áreas erógenas sensíveis e necessitam ser mais exploradas. Essas regiões denominadas erógenas reagem ao toque com sensações de excitação, uma delas é o clitóris, órgão do prazer, mas outras áreas como o pescoço, as mamas, a pele do abdome, áreas de flexões como os joelhos e cotovelos, a região palmar ou plantar (palma da mão e planta do pé), as coxas e diversas outras.

A forma como é tocada e beijada também é muito determinante para a satisfação sexual da mulher, assim como, um toque sensível, afetuoso e ao mesmo tempo a segurança e o conhecimento sobre o corpo e os sentimentos da mulher, estimulam as sensações excitantes e prazerosas.

Cada mulher tem seus pontos especiais, um tipo de toque que lhe proporciona mais prazer.

O prazer da mulher também está ligado à autoestima e ao autoconhecimento.

Os cuidados com o corpo e estar bem consigo mesma são pontos primordiais para uma vida sexual satisfatória. Muitas mulheres apresentam problemas sexuais, como consequência de sua baixa autoestima e esses fatores necessitam ser resolvidos adequadamente para que possa viver mais intensamente o seu prazer.

Procurar a ajuda de um especialista é de fundamental importância para estas mulheres, como um psicólogo (terapeuta sexual), ginecologista e profissionais que trabalham com a estética corporal, caso sintam-se muito insatisfeitas com seu corpo.

O desconhecimento das áreas erógenas do corpo são as principais causas das dificuldades de excitação das mulheres que acompanho em meu consultório, além dos conflitos existenciais, que são reflexo de uma educação reprimida, relacionamentos sexuais não satisfatórios e em alguns casos traumatizantes, que as levam a reprimir e não explorar o corpo com alegria e entusiasmo na busca do prazer.

Toda mulher pode atingir o prazer desde que esteja com saúde física e psicológica. Não é um privilégio e sim, o autoconhecimento corporal de suas áreas erógenas, pois a mulher não necessita do outro(a) para atingir o prazer sexual.

O ponto G está, principalmente, na mente da mulher, como ela percebe o mundo, seu corpo e o prazer.



quinta-feira, 13 de julho de 2017

Pânicos e fobias são tratáveis com EFT?


Muito comum hoje, são pessoas dizendo ter crises de pânicos ligadas a fobias, ou seja, certas situações que provocam pânico, como estar perto de certos animais, entrar em elevadores, tuneis  ou aviões, estar no escuro, estar sem controle do que está ocorrendo. Ou pessoas que nos dizem entrar em crises de pânico sem que aparentemente nada aconteça de errado. Nestes casos as crises estão diretamente ligadas a respostas emocionais a situações vividas no passado, provavelmente na infância.

O que caracteriza uma crise de pânico: o coração com taquicardia, suor frio, diarreia, falta de ar, tremores descontrolados, tontura, sensação de morte iminente.  Depois de várias crises as  pessoas acabam disparando o pânico às vezes por medo de entrar em pânico. Este medo de se sentir mal, acaba limitando essas pessoas  no que diz respeito a  viver experiências novas, aproveitar oportunidades, aceitar desafios. Deixam de viajar, de aceitar novos cargos, de ir a eventos relevantes, etc.

O mais difícil e o que mais temem é que o pânico muitas vezes ecloda em momentos que não esperam. Ele aparece como um “tsunami” imprevisível que se origina dentro delas. E muitas vezes num momento inesperado. O pânico é uma ansiedade potencializada, com manifestações corporais agudas, sugerindo à pessoa que há uma perda do seu eu, uma sensação de desintegração, de perda da unidade de si.



A pessoa em pânico sente que não existe mais um eu para controlar e acalmar a ansiedade crescente e confiar que este tsunami vai passar. Esta agonia infinita é das sensações mais terríveis que se pode sentir. Uma agonia impensável. Nos perdemos de nós mesmos.

Na minha experiência essas pessoas que apresentam crises de pânico, quer tomem medicação ou não, muitas vezes precisam de um terapeuta amoroso, que trabalhe com o coração, que seja profundamente empático, que cuide delas dando um suporte quase incondicional para que a sensação de confiança volte a se estabelecer. 

Nestes casos acho um pouco complicado a pessoa se auto aplicar o EFT (técnica para a liberdade emocional).  Portanto, se você tem estas crises de ansiedade e pânico, relativas ou não a certas situações específicas, é bom procurar ajuda com um terapeuta que faça EFT e trabalhar com ele até um determinado momento em que você já consiga ter uma referência interna de confiança que o ajudará a ter certeza que as crises serão cada vez mais espaçadas e que com certeza você pode controla-las com seus recursos próprios.

Mas pode ser que você não possa ter acesso a um terapeuta que pratique o EFT ou pode ser que este terapeuta esteja longe no momento da crise. Nestes casos, vou dar uma dica importante:  quando os sintomas começam a dar sinais que vão se manifestar, faça tapping (pequenas batidinhas nos meridianos), insistentemente, varias rodadas, até que estes sintomas recuem.

Tive vários casos de pacientes e amigos que estando sozinhos numa estrada, por exemplo, sentiram de repente que uma crise se avizinhava, e pararam o carro, fizeram umas cinco rodadas de EFT conectados com as sensações corporais e assim afugentaram a crise.

Não precisa falar nada, apenas se concentre no que você está sentindo e faça o tapping sem parar, várias rodadas até passar a crise pior. O interessante, entretanto é trabalharmos para eliminar a possibilidade da crise.

Para uma eliminação total das crises, é preciso voltar aos eventos biográficos específicos que criaram as condições para que o pânico se instalasse. Podem ser, por exemplo, situações de desamparo, de medo, de cuidados por demais intrusivos e culpabilizadores, etc. Muitas vezes temos eventos que deixam uma marca energética-emocional no sentido de privar a pessoa da confiança que uma ação assertiva exige.

Casos de crises de pânico recorrentes e intensas podem demandar um processo terapêutico com um profissional que ajude a pessoa a restaurar a unidade de si, a confiança no si mesmo, a esperança no futuro, a assertividade nas posturas e nas ações requeridas e para, com EFT, chegar nestes eventos específicos biográficos e como eliminar deles a carga energético-emocional que predispõe às crises de pânico!

O EFT (Técnica para Liberdade Emocional) ou Tapping é um método terapêutico que além de trabalhar através da linguagem verbal, opera nos terminais dos meridianos energéticos do nosso corpo, para eliminar sintomas e incômodos emocionais, físicos e, também, para melhorar nossa performance esportiva, artística e profissional. Este trabalho é feito através de pequenas batidinhas (tapping) nos mesmos meridianos usados pela acupuntura chinesa, só que não utilizamos agulhas.



domingo, 7 de maio de 2017

Levar um fora causa uma dor real

“Efeito placebo também funciona para coração partido, mostra estudo”.

Você está com o coração partido porque acabou de sair de um relacionamento?
Faça algo que você acredita ser útil para aliviar sua dor emocional. Qualquer coisa. De acordo com uma pesquisa recém-publicada, o efeito placebo pode influenciar regiões cerebrais associadas à regulação emocional e, como consequência, diminuir a percepção do sofrimento.




Rompimentos amorosos costumam ser experiências extremamente dolorosas, e funcionam como gatilho para problemas psicológicos e até suicídio. Segundo os autores do estudo, da Universidade de Colorado Boulder, nos Estados Unidos, esse tipo de sofrimento está associado a um risco 20 vezes maior de depressão.


Como há evidências de resultados positivos do placebo para diversas doenças físicas, a equipe decidiu avaliar se a crença em algo que pudesse ajudar a superar um rompimento teria efeito também. Para isso, os pesquisadores selecionaram 40 voluntários que tinham sido rejeitados pelos parceiros até seis meses antes da abordagem.

Os participantes foram convidados a ir ao laboratório levando a foto do ex, ou da ex, e também a de um amigo do mesmo sexo. Enquanto passavam por um exame de ressonância magnética funcional, eles tinham que olhar a foto e contar como tinha sido a separação. Em seguida, tinham que olhar a foto do amigo. Por último, ainda foram submetidos a um estímulo doloroso, um toque quente no antebraço. Em todos os casos, eles tinham que dizer como se sentiam, numa escala de 1 (muito mal) a 5 (muito bem).


A primeira constatação do estudo é que as regiões do cérebro ativadas pela dor física e pela emocional foram as mesmas. Ou seja: levar um fora causa uma dor real.

Em seguida, todos foram convidados a usar um spray nasal. Para metade do grupo, os pesquisadores disseram que era apenas uma solução salina. Já a outra metade ouviu que aquilo era um analgésico poderoso para combater dores emocionais.

De volta à ressonância, os participantes voltaram a ver as fotos dos ex e, de novo, foram submetidos ao estímulo doloroso no braço. O grupo que recebeu o suposto analgésico não apenas sentiu menos dor física, como se sentiu melhor emocionalmente, e a resposta do cérebro se modificou. As áreas envolvidas na modulação de emoções e de substâncias ligadas ao bem-estar tiveram atividade aumentada, enquanto a área associada à dor ficou mais fraca.

O estudo foi financiado pelo Instituto Nacional de Saúde Mental norte-americano, com apoio adicional da Fundação Nacional de Ciência, na Suíça, e os resultados foram publicados no Journal of Neuroscience.



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