sábado, 3 de março de 2018

DASA - DEPENDENTES DE AMOR E SEXO ANÔNIMOS

O que é DASA?

D.A.S.A. – Dependentes de Amor e Sexo Anônimos é uma Irmandade que se baseia no programa de recuperação de 12 Passos de Alcoólicos Anônimos.

D.A.S.A. é uma Irmandade de ajuda mútua, aberta a todas as pessoas de qualquer idade e orientação sexual. Entre seus membros se encontram tanto os que experimentaram uma necessidade compulsiva de sexo, como aqueles com um apego desesperado a uma única pessoa. Todos os membros têm um padrão comum de comportamento obsessivo/compulsivo, seja sexual como emocional (ou ambos), através do qual as atividades e as relações se vêem cada vez mais destrutivas e afetam todos os aspectos de suas vidas – a carreira, a família e o conceito de amor próprio. Como os D.A.S.A.s também são todos dependentes, eles têm uma compreensão especial de si mesmos e da doença. Eles sabem como a Doença funciona
– e aprenderam como se recuperar dela através de D.A.S.A.. Podem assistir às nossas reuniões quaisquer pessoas que acreditem ter esse problema, independente de ter outro tipo de dependência (Álcool, Droga..) ou não.

D.A.S.A. foi fundado em Boston em 1976. Os membros que iniciaram eram pessoas que se haviam dado conta de que o sexo, o “coquetel romântico” e a dependência emocional estavam afetando as suas vidas da mesma forma em que o álcool e as drogas os haviam afetado. Suas experiências mostram que a promiscuidade sexual é um cultivo de hábito de relações destrutivas que não se pode vencer somente com a força de vontade. Muitas histórias típicas tem como protagonistas pessoas que visitavam assiduamente certos lugares, que tiveram repetidos contágios de enfermidades venéreas e o medo de serem descobertas por seus familiares. Outras não conseguiam evitar as relações destrutivas e em pouco tempo se encontravam em outras relações igualmente prejudiciais. Outras, finalmente, se dedicavam a atividades sexuais solitárias.

Apesar da relativa “juventude” desta Irmandade, muitas pessoas estão encontrando, enfim, esperança e restabelecimento ao compartilhar suas experiências com os outros membros. Muitos dependentes comprovam, pela primeira vez em suas vidas, que são capazes de manter relacionamentos de companheirismo e satisfação.
E o que é mais importante, estes membros têm uma nova visão da liberdade e dignidade pessoal. Alguns afirmam que, sem o apoio desta Irmandade, teriam o dilema de ter que viver entre a solidão aguda e o isolamento ou as relações e atividades dependentes que, por outro lado, os teriam levado ao suicídio.

Em 2013 foi lançado nos Estados Unidos o filme "Thanks for Sharing", que recebeu o título "Terapia do Sexo" quando foi exibido no Brasil, em setembro de 2014. Apesar de ser apresentado como uma comédia romântica, a história não tem nada de engraçado e trata com delicadeza e seriedade de um tema que é tabu na nossa sociedade erotizada: a luta de pessoas dependentes em sexo, para libertar-se desse vício. A história se passa entre quatro protagonistas, em diferentes fases de recuperação da dependência, mostrando seus anseios, suas inseguranças e sua determinação em superar uma doença que é mais forte do que sua vontade consciente.

Quando pensamos em um vício, logo imaginamos alguém que é dependente de alguma substância, como o álcool ou alguma outra droga que afete sua mente. Para quem não é dependente, a solução parece simples: afastar-se da substância da qual depende. Mas na realidade isso é sempre extremamente difícil.

No caso da dependência em sexo, ainda há um agravante, já que o sexo faz parte de uma vida saudável. A dependência não é exatamente do ato sexual, mas de padrões de comportamento em relação ao sexo, que fogem ao controle da pessoa que torna-se dependente.

Ela vira escrava desse padrão de comportamento, sofrendo e causando consequências danosas a si mesmo e a quem se relaciona. Pode ser uma busca incessante de parceiros(as) sexuais fora do casamento, masturbação compulsiva, sexo com pessoas desconhecidas, para citar algumas possibilidades. E isso independe da frequência, sendo muito mais importante a sensação de estar sendo levado, como uma força que impele a pessoa a buscar tal comportamento. O viciado em sexo sente que não tem escolha, pois fica à mercê desse desejo de repetir o padrão.

Muitas vezes, a pessoa dependente em sexo tem a ilusão de amar alguém, como um mecanismo para obter sexo e evitar seus sentimentos de culpa. Na maioria das vezes seu amor é pelo ato sexual em si e não pela outra pessoa. Muitos dependentes encontram histórias desse mesmo comportamento compulsivo em pais, tios ou avós, ou mesmo outras dependências, como alcoolismo ou dependências de drogas (proibidas ou não) - o que sugere que há um mecanismo biológico por trás desses padrões repetitivos. Muitos têm histórias de abusos sofridos na infância, sejam sexuais ou não, como surras ou xingamentos.
O comportamento se perpetua pela ilusão da pessoa que o sofre, de que pode ter controle sobre ele, mas geralmente esse controle ineficaz gera situações que causam vergonha, constrangimento, mágoas, doenças ou até morte. A vergonha e a culpa muitas vezes levam ao isolamento, que dispara a vontade de novamente atuar de acordo com sua compulsão.

Muitos tentam modificar seus padrões por conta própria, e as seguidas recaídas vão minando sua autoconfiança, marcando sua autoimagem com o carimbo de fracassado, incompetente, sem caráter, e outros adjetivos ainda mais nocivos. Como a autoestima habitualmente já é o seu "calcanhar de Aquiles", isso também leva ao círculo vicioso de atuar dentro do padrão compulsivo, sentir-se cada vez pior e compensar atuando novamente.


Entrevistei "Rico" (nome fictício, já que o anonimato faz parte de todos os grupos de 12 passos e é um dos motivos de seu sucesso), um representante do DASA no Brasil, que esclareceu alguns pontos. O grupo acredita que a dependência de amor e sexo é uma doença progressiva que não pode ser curada, mas, como várias outras doenças, pode ser detida. Ela pode tomar várias formas - incluindo (sem limitar-se a) uma necessidade compulsiva por sexo; dependência extrema de uma pessoa (ou várias) e/ou preocupação crônica com romance, flerte ou fantasia. Existe um padrão obsessivo/compulsivo, seja sexual ou emocional (ou ambos) em relacionamentos ou atividades sexuais que progressivamente se tornam destrutivas para a carreira, a família e o senso de auto respeito.

A dependência de amor e sexo leva a consequências cada vez piores se não for cuidada a tempo.
Antes de vir ao DASA, muitos dependentes de amor e sexo se consideravam párias sociais (não desfrutam dos mesmos direitos dos outros), pervertidos ou apenas fracos. Outros ainda sentem que só estão perseguindo o que é de seu direito. Eles se sentem com permissão de serem autocomplacentes. A teoria do DASA é que os dependentes de amor e sexo são pessoas doentes que podem se recuperar se seguirem um programa simples, que se mostrou válido para muitos homens e mulheres com a mesma doença. 

Qualquer pessoa que se identifique com o programa do DASA pode participar. O único requisito para ser membro é o desejo de parar de praticar um padrão de dependência de amor e sexo, contanto que seja maior de idade (acima de 18 anos).

Indagado sobre como uma pessoa pode saber se é dependente de amor e/ou sexo, "Rico" deixou claro que isso sempre parte de um autodiagnostico. "Só você pode dizer se tem essa dependência a nível físico, mental, emocional ou espiritual”. Ir a várias reuniões vai lhe dizer se você se identifica com outros dependentes de amor e sexo.

O folheto, "Dependência de Amor e Sexo: 40 Perguntas para Autodiagnóstico" (confira abaixo) vai lhe ajudar a avaliar sua atividade sexual, comportamentos amorosos e envolvimentos emocionais. O folheto pode ser solicitado em uma de nossas reuniões presenciais ou em nossa página", orienta.

O trabalho do DASA se baseia em cinco recursos básicos:

Sobriedade: o desejo de parar de praticar nosso comportamento autodestrutivo de dependência numa base diária.
Apadrinhamento / Reuniões: a capacidade de recorrer a um apoio acolhedor dentro do DASA
Passos: a prática do programa de recuperação dos Doze Passos para alcançar a sobriedade sexual e emocional
Serviço: a retribuição para a irmandade de D.A.S.A. do que continuamos a receber de graça
Espiritualidade: o desenvolvimento de uma relação com um "poder superior" a nós mesmos, que pode nos guiar e apoiar na recuperação.


12 PASSOS PARA TRATAR A COMPULSÃO

Confira abaixo os 12 Passos dos Dependentes de Amor e Sexo Anônimos. Vale reforçar que os tópicos foram reproduzidos na íntegra. Mas, dependendo de seu credo ou religião, a palavra "Deus" pode ser entendida como qualquer outro poder superior que faça parte de sua crença:

1- Admitimos que éramos impotentes perante à Dependência de Amor e Sexo - que tínhamos perdido o domínio sobre nossas vidas.
2- Viemos a acreditar que um "poder superior" a nós mesmos poderia devolver-nos a sanidade.
3- Decidimos entregar nossa vontade e nossa vida aos cuidados de Deus, na forma em que o concebíamos.
4- Fizemos minucioso e destemido inventário moral de nós mesmos.
5- Admitimos perante Deus, perante nós mesmos e perante outro ser humano, a natureza exata de nossas falhas.
6- Prontificamo-nos inteiramente a deixar que Deus removesse todos esses defeitos de caráter.
7- Humildemente rogamos a Deus que nos livrasse de nossas imperfeições.
8- Fizemos uma relação de todas as pessoas que tínhamos prejudicado e nos dispusemos a reparar os danos a elas causados.
9- Fizemos reparações diretas dos danos causados a tais pessoas, sempre que possível, salvo quando fazê-lo significasse prejudicá-las ou a outrem.
10- Continuamos a fazer o inventário pessoal e, quando estávamos errados, nós o admitíamos prontamente.
11- Procuramos, através da prece e da Meditação, melhorar nosso contato consciente com Deus, na forma em que o concebíamos, rogando apenas o conhecimento de sua vontade em relação à nós, e forças para realizar essa vontade.
12- Tendo experimentado um despertar espiritual, graças a esses passos, procuramos transmitir esta mensagem aos dependentes de amor e sexo e praticar estes princípios em todas as áreas de nossas vidas.


Teste De Dependência Do Amor e Sexo – 40 perguntas

As 40 perguntas abaixo lhe ajudarão a identificar possíveis SINTOMAS de dependência de amor e sexo. Contudo, não são um diagnóstico infalível. As respostas negativas não indicam ausência da doença. Além do que, os dependentes possuem condutas diferentes entre si, o que resulta em diferentes formas de respondê-las:
  1. Você já tentou controlar quanto sexo faria, ou com que frequência encontraria alguém?
  2. Você se acha incapaz de deixar de ver uma pessoa específica, mesmo sabendo que encontrá-la é destrutivo para você?
  3. Você sente que não quer que ninguém saiba das suas atividades sexuais ou amorosas? Você sente que precisa esconder essas atividades dos outros - amigos, família, colegas de trabalho, orientadores, etc?
  4. Você se sente "alto" ao fazer sexo e/ou se envolver em Relacionamentos?
  5. Você já fez sexo em momentos ou lugares inadequados, e/ou com pessoas inadequadas?
  6. Você faz promessas, ou estabelece regras para si mesmo em relação a seu comportamento sexual ou amoroso, e que percebe que não pode cumprir?
  7. Você fez ou faz sexo com alguém que não queria fazer?
  8. Você acha que o sexo e/ou um relacionamento vai tornar sua vida tolerável?
  9. Você já sentiu que TINHA que fazer sexo?
  10. Você acha que alguém pode "consertar" você?
  11. Você tem uma lista, escrita ou não, dos parceiros que teve?
  12. Você se sente desesperado ou ansioso quando está longe de seu companheiro, ou parceiro, sexual?
  13. Você perdeu a conta dos parceiros sexuais que teve?
  14. Você se sente arrebatado pela necessidade de um parceiro de sexo ou futuro companheiro?
  15. Você faz, ou fez, sexo apesar das consequências (o risco de ser pego ou de contrair herpes, gonorreia, Aids, etc.)?
  16. Você acha que tem um padrão de repetir relacionamentos ruins?
  17. Você sente que seu único, ou "principal", valor num relacionamento é seu desempenho sexual, ou habilidade para dar apoio emocional?
  18. Você se sente como fantoche inanimado se não houver alguém com quem possa flertar? Você se sente que não está "realmente vivo" se não estiver com seu parceiro amoroso/sexual?
  19. Você se sente com o "direito" de fazer sexo?
  20. Você se encontra num relacionamento que não consegue Deixar?
  21. Você já ameaçou sua estabilidade financeira, ou posição na sociedade, ao manter um parceiro sexual?
  22. Você acha que os problemas da sua "vida amorosa" vêm de não ter a quantidade suficiente ou tipo certo de sexo? Ou de continuar se relacionando com a pessoa errada?
  23. Você já teve um relacionamento sério ameaçado, ou rompido, por causa de atividades extraconjugal?
  24. Você acha que a vida não teria sentido sem um relacionamento amoroso, ou sem sexo? Você sente que não teria identidade se não fosse amante de alguém?
  25. Você se flagra flertando, ou sendo sedutor, com alguém mesmo quando não tenha essa intenção?
  26. O seu comportamento sexual, e/ou amoroso, afeta sua reputação?
  27. Você faz sexo, e/ou tem "relacionamentos", para lidar ou escapar dos problemas da vida?
  28. Você se sente desconfortável em relação a sua masturbação por causa da frequência, das fantasias relacionadas, dos acessórios que usa e/ou dos lugares em que pratica?
  29. Você se envolve em prática de voyeurismo, exibicionismo, etc, de formas que lhe trazem desconforto ou dor?
  30. Você se percebe precisando se dedicar e variar cada vez mais suas atividades amorosas, ou sexuais, apenas para alcançar um nível "aceitável" de alívio físico e emocional?
  31. Você precisa fazer sexo, ou se "apaixonar", para sentir um "verdadeiro homem" ou "uma verdadeira mulher"?
  32. Você sente que seu comportamento amoroso e sexual é tão gratificante quanto empurrar uma porta giratória? Você está exausto?
  33. Você está com dificuldade de se concentrar em outras áreas de sua vida por causa de pensamentos, ou sentimentos, relacionados a alguém, ou a sexo?
  34. Você se sente obsessivo com determinada pessoa, ou atividade sexual específica, mesmo que esse pensamento lhe cause dor, ansiedade ou desconforto?
  35. Você já desejou poder parar, ou controlar, suas atividades amorosas e sexuais por um determinado período de tempo? Já desejou ser menos dependente emocionalmente?
  36. Você acha que a dor na sua vida só aumenta, não importa o que você faça? Tem medo que no fundo você não tenha valor?
  37. Você sente que lhe falta dignidade e inteireza?
  38. Você sente que sua vida amorosa/sexual afeta sua espiritualidade de forma negativa?
  39. Você sente que sua vida está ingovernável por causa de seu comportamento sexual, e/ou amoroso, ou das suas excessivas necessidades dependentes?
  40. Você já pensou que poderia fazer outras coisas na sua vida, se não fosse tão guiado pela busca sexual/amorosa?

Este teste foi extraído da home page dos "DASA - Dependentes de Amor e Sexo Anônimos"
*Se você desejar maiores informações ou apoio, um "padrinho" que lhe ajude a sair dessa, saber os 12 passos para a recuperação, endereços e horários das reuniões dos grupos de apoio em SP, RJ, MS, ES, DF e MG:


quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Parafilias - Estudo com base no DSM-IV-R



“Parafilias são preferências sexuais anormais e doentias, no sentido de bizarras a pervertidas, que a pessoa ao longo da vida desenvolve de forma lenta e gradual. Para todos há tratamento, ainda que não haja cura”.

Segundo o DSM-IV-R (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais), as parafilias são caracterizadas por anseios, fantasias ou comportamentos sexuais recorrentes e intensos que envolvem objetos, atividades ou situações incomuns e causam sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social ou ocupacional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo (Critério B). Certas fantasias e comportamentos associados com Parafilias podem iniciar na infância ou nos primeiros anos da adolescência, mas tornam-se mais definidos e elaborados durante a adolescência e início da idade adulta. As características essenciais de uma parafilia consistem de fantasias, anseios sexuais ou comportamentos recorrentes, intensos e sexualmente excitantes, em geral envolvendo 1) objetos não-humanos; 2) sofrimento ou humilhação, próprios ou do parceiro, ou 3) crianças ou outras pessoas sem o seu consentimento, tudo isso ocorrendo durante um período mínimo de 6 meses (Critério A).

As Parafilias aqui descritas são condições especificamente identificadas por classificações anteriores. Elas incluem Exibicionismo (exposição dos genitais), Fetichismo (uso de objetos inanimados), Frotteurismo (tocar e esfregar-se em uma pessoa sem o seu consentimento), Pedofilia (foco em crianças pré-púberes), Masoquismo Sexual (ser humilhado ou sofrer), Sadismo Sexual (infligir humilhação ou sofrimento), Fetichismo Transvéstico (vestir-se com roupas do sexo oposto) e Voyeurismo (observar atividades sexuais). 

Uma categoria residual, Parafilia Sem Outra Especificação, inclui outras Parafilias encontradas com menor frequência, tais como: Zoofilia (prazer em relação sexual com animais), Urofilia (excitação ao urinar no parceiro ou receber dele o jato urinário, ingerindo-o ou não, Necrofilia (atração por ter relações sexuais com cadáver), Coprofilia (fetiche pela manipulação de fezes, próprias ou do parceiro). Não raro, os indivíduos têm mais de uma Parafilia.


Uma Parafilia deve ser diferenciada do uso não-patológico de fantasias sexuais, comportamentos ou objetos como estímulo para a excitação sexual em indivíduos sem Parafilia. Fantasias, comportamentos ou objetos são parafílicos apenas quando levam a sofrimento ou prejuízo clinicamente significativos (por ex., são obrigatórios, acarretam disfunção sexual, exigem a participação de indivíduos sem seu consentimento, trazem complicações legais, interferem nos relacionamentos sociais).


Em alguns indivíduos, as fantasias ou estímulos parafílicos são obrigatórios para a excitação erótica e sempre incluídos na atividade sexual. Em outros casos, as preferências parafílicas ocorrem apenas episodicamente (por ex., talvez durante períodos de estresse), ao passo que em outros momentos o indivíduo é capaz de funcionar sexualmente sem fantasias ou estímulos parafílicos. Os comportamentos podem aumentar em resposta a estressores psicossociais, em relação a outros transtornos mentais ou com o aumento das oportunidades de envolvimento na Parafilia. 

Sintomas depressivos podem desenvolver-se em indivíduos com Parafilias, podendo acompanhar-se de um aumento da frequência e intensidade do comportamento parafílico. Os indivíduos que não dispõem de um parceiro consensual com quem possam atuar suas fantasias podem recorrer aos serviços da prostituição ou atuar suas fantasias contra a vontade de suas vítimas. As ofensas sexuais contra crianças constituem uma parcela significativa dos atos sexuais criminosos, sendo que os indivíduos com Exibicionismo, Pedofilia e Voyeurismo perfazem a maioria dos agressores sexuais presos.

Exceto pelo Masoquismo Sexual, em que a proporção entre os sexos está estimada em 20 homens para cada mulher, as demais Parafilias quase nunca são diagnosticadas em mulheres, embora alguns casos tenham sido relatados. Esses indivíduos raramente buscam auxílio por sua própria conta, geralmente chegando à atenção dos profissionais de saúde mental apenas quando seu comportamento provocou conflitos com parceiros sexuais ou com a sociedade.


Os problemas apresentados com maior frequência em clínicas especializadas no tratamento de Parafilias são Pedofilia, Voyeurismo e Exibicionismo. O Masoquismo Sexual e o Sadismo Sexual são vistos com uma frequência muito menor.


Aproximadamente metade dos indivíduos com Parafilias vistos em clínicas é casada. Eles podem ver, ler, comprar ou colecionar seletivamente fotografias, filmes e textos que enfocam seu tipo preferido de estímulo parafílico. Muitos indivíduos com esses transtornos afirmam que o comportamento não lhes causa sofrimento e que seu único problema é a disfunção sexual resultante da reação de outras pessoas a seu comportamento. Outros relatam extrema culpa, vergonha e depressão pela necessidade de se envolverem em uma atividade sexual incomum que é socialmente inaceitável ou que eles próprios consideram imoral. Existe, frequentemente, um prejuízo da capacidade de ter uma atividade sexual recíproca e afetuosa, podendo ocorrer Disfunções Sexuais.

Embora as Parafilias raramente sejam diagnosticadas em contextos clínicos gerais, o amplo mercado da pornografia e da parafernália parafílica sugere que sua prevalência na comunidade tende a ser maior.



sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Se Você Estiver Cansada De Tudo, Por Favor, Leia Isso

Quando falamos em cansaço, logo vem à mente o cansaço físico, mas não é nesse sentido que continuaremos esse texto, porque às vezes, o cansaço psicológico machuca tanto quando o cansaço do corpo.

Existem momentos em nossas vidas que nos esgotamos de tal maneira que acabamos ficando sem forças, querendo simplesmente pular um período da vida, dormir e acordar quando tudo estiver melhor.

A vontade é manter distância do mundo, porém acabamos descobrindo que essa não é a melhor opção, pois está longe da solução.


O mundo em que vivemos é extremamente cansativo. É muito ingrato. É possível cansar simplesmente por viver nele e assistir diariamente tantas coisas ruins acontecendo, você passa olhar só o lado ruim. Você está cansado de amar muito, dar algo ao mundo que nunca lhe dá nada em troca. Você está cansado da incerteza e da monotonia da vida cotidiana.

Talvez você costumasse acreditar, talvez vivesse cheio de belas esperanças, pensando que o otimismo superava o cinismo e se sentia pronto para recomeçar. Mas, após ter o coração despedaçado, promessas não cumpridas e planos fracassados, você sente que perdeu tudo.


O mundo nem sempre lhe tem sido bom, você perdeu mais do que ganhou e agora não sente absolutamente nenhuma inspiração para tentar novamente. Entendo. No fundo, estamos todos cansados. Cada um de nós. Ao chegar a certa idade, não somos mais do que um exército de corações partidos e almas doloridas buscando desesperadamente pela harmonia.

Queremos mais, mas estamos cansados demais para pedir. Não gostamos de onde estamos agora, mas estamos com muito medo de começar algo do início. Temos de assumir riscos, mas sentimos medo de ver como tudo em nosso entorno pode simplesmente desmoronar. No final, não temos certeza de quantas vezes podemos começar tudo de novo.


A verdade é que, às vezes, cansamos uns dos outros. Estamos cansados dos jogos que jogamos, das mentiras que contamos a nós mesmos, da incerteza que semeamos entre nós. Não queremos usar máscara, mas tampouco queremos continuar a ser tolos e ingênuos. Temos de jogar nossos odiados papeis e fingir sermos alguém, porque não temos certeza da nossa escolha.

Sabemos o quão difícil é seguir fazendo algo ou fingir fazer novas tentativas, quando já estão acabando as forças mentais. E aqueles ideais otimistas que estavam tão próximos parecem inatingíveis e ilógicos. Mas já que você está tão perto de desistir de tudo, pedimos uma coisa: tente de novo, com todas as suas forças!


Uma grande verdade é que somos muito mais resistentes e alegres do que podemos imaginar e isso é uma verdade inquestionável. Somos capazes de dar mais amor, mais esperança, mais paixão do que damos hoje. Queremos resultados imediatos e desistimos se não os vemos. Estamos desapontados com a falta de respostas e deixamos de tentar.

Você entende que nenhum de nós consegue estar inspirado todos os dias? Todos ficamos chateados e cansados. O fato de você se sentir exausto e cansado da vida não significa que esteja imóvel. Cada pessoa que você já admirou, quando buscou seus sonhos, também já falhou algum dia. Mas isso não o impediu de alcançar seus objetivos. Não desista, não importa o que você esteja fazendo, seja uma tarefa comum ou planos grandes e magníficos.


Quando estiver cansado, vá devagar. Mova-se com calma, sem pressa. Mas não pare! Você está cansado por razões objetivas. Sente-se esgotado porque está mudando e fazendo muitas coisas. Está exausto porque está crescendo. Algum dia este crescimento poderá realmente lhe inspirar.



Oração do Amor Próprio



Com carinho eu me cuido e me amparo a cada passo, a cada queda.

Sei que minha força se refaz no meu tempo e nele meu coração celebra.

Que eu não me critique ou me culpe, drenando assim minha própria energia.

Que eu saiba respeitar o meu tempo de florescer a cada dor, que eu possa também me permitir a alegria.


Que antes de cuidar do outro, eu olhe para a minha vida, regue o meu jardim para que a doação não me deixe um buraco e eu me sinta depois dolorida.

Que eu não abandone a mim mesma, esperando que alguém venha me salvar, ao invés disso que eu saiba me olhar com amor e me curar.

Que eu saiba primeiro me encontrar antes de me doar.

Que eu possa respeitar os meus próprios limites e aprender a dizer "não" quando essa é a minha real vontade e direção.


Nos erros que cometo, que eu possa me olhar com todo amor e compaixão, pois sei que faço e dou o meu melhor, que eu aprecie a auto gratidão.

Em cada Alegria celebro a grandeza de ser quem sou, sem querer ser uma imagem que pintaram de mim, esse tempo acabou.

Com carinho eu me curo e me amparo a cada passo, a cada queda. Sei que minha força se refaz no meu tempo e nele meu coração celebra.


“Se engana quem pensa que o amor serve para preencher as partes vazias. O amor serve pra ocupar tudo sem se preocupar com os limites”. (Ad)

“Uma das leis desse plano é que você não tem o poder de transformar o outro – você só pode transformar a si mesmo, pois o livre arbítrio é soberano”. (sri prem baba)


terça-feira, 18 de julho de 2017

Ponto G


Na literatura médica o ponto G existe sim e está localizado na parede interna no começo da vagina, sendo essa uma região de sensibilidade maior que as demais áreas. Adean Ostrzensk, ginecologista da cidade de São Petersburgo , diz provar que o ponto G existe. De acordo com a pesquisa, o ponto G é uma estrutura localizada na parede da frente da vagina, numa região entre a vagina e a uretra, que fica comprimida em uma espécie de casulo de 3,3 mm.

Em 1960, o ginecologista alemão Ernest Gräfenberg fez uma descoberta que gerou polêmica e dúvidas entre os estudiosos da sexualidade humana: a existência de uma estrutura à qual atribuía capacidade de induzir o orgasmo feminino.

Porém, com os avanços no estudo da sexualidade humana, descobriu-se que o clitóris pode ser mais sensível do que o ponto G.

Segundo o ginecologista Cesar Eduardo Fernando – SP, “O ponto G não é anatomicamente definido, habitualmente relacionado ao teto da vagina, que é uma zona erógena próxima ao clitóris. Por ser muito sensível, gera excitação e lubrificação”.

A existência ou a ausência do ponto G não é fundamental para que a mulher sinta prazer, e sim o conhecimento de seus próprios pontos sensíveis. Não existe uma receita, cada mulher precisa descobrir o que lhe dá mais prazer.

Apontar a existência do ponto G é estigmatizar a mulher, o que pode gerar mais ansiedade e cobranças, dificultando a descoberta de novas áreas sensíveis e de extrema excitação no corpo feminino.

O desejo e diversos outros fatores como fisiológico, psicológico e emocional determinam qual é a capacidade da mulher se entregar e vivenciar uma sexualidade mais excitante e prazerosa com seu(a) companheiro(a).

Na verdade o ponto G é uma questão polêmica entre os estudiosos da sexualidade humana, por acreditarem numa sexualidade mais global, onde o corpo como um todo possui várias áreas de intensa excitação sexual.

“Não se trata de uma imaginação como, algo inexistente. Ocorre que as sensações sexuais e eróticas passam por um processo mental, são registrados no cérebro e então passam a existir fisicamente. Além do ponto G, muitas partes do corpo são erógenas. Algumas delas, extravaginais que podem também conduzir ao orgasmo.” (Oswaldo Rodrigues – Psicólogo Diretor do Inpasex).

Segundo Sylvia Faria Marzano, urologista e terapeuta sexual, “a mulher tem dois pontos G; um em cada ouvido, que tudo depende de como a mulher é estimulada.”

Um fato é certo e que todos os estudiosos de um modo geral concordam: o corpo feminino possui muitas áreas erógenas sensíveis e necessitam ser mais exploradas. Essas regiões denominadas erógenas reagem ao toque com sensações de excitação, uma delas é o clitóris, órgão do prazer, mas outras áreas como o pescoço, as mamas, a pele do abdome, áreas de flexões como os joelhos e cotovelos, a região palmar ou plantar (palma da mão e planta do pé), as coxas e diversas outras.

A forma como é tocada e beijada também é muito determinante para a satisfação sexual da mulher, assim como, um toque sensível, afetuoso e ao mesmo tempo a segurança e o conhecimento sobre o corpo e os sentimentos da mulher, estimulam as sensações excitantes e prazerosas.

Cada mulher tem seus pontos especiais, um tipo de toque que lhe proporciona mais prazer.

O prazer da mulher também está ligado à autoestima e ao autoconhecimento.

Os cuidados com o corpo e estar bem consigo mesma são pontos primordiais para uma vida sexual satisfatória. Muitas mulheres apresentam problemas sexuais, como consequência de sua baixa autoestima e esses fatores necessitam ser resolvidos adequadamente para que possa viver mais intensamente o seu prazer.

Procurar a ajuda de um especialista é de fundamental importância para estas mulheres, como um psicólogo (terapeuta sexual), ginecologista e profissionais que trabalham com a estética corporal, caso sintam-se muito insatisfeitas com seu corpo.

O desconhecimento das áreas erógenas do corpo são as principais causas das dificuldades de excitação das mulheres que acompanho em meu consultório, além dos conflitos existenciais, que são reflexo de uma educação reprimida, relacionamentos sexuais não satisfatórios e em alguns casos traumatizantes, que as levam a reprimir e não explorar o corpo com alegria e entusiasmo na busca do prazer.

Toda mulher pode atingir o prazer desde que esteja com saúde física e psicológica. Não é um privilégio e sim, o autoconhecimento corporal de suas áreas erógenas, pois a mulher não necessita do outro(a) para atingir o prazer sexual.

O ponto G está, principalmente, na mente da mulher, como ela percebe o mundo, seu corpo e o prazer.



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