domingo, 7 de maio de 2017

Levar um fora causa uma dor real

“Efeito placebo também funciona para coração partido, mostra estudo”.

Você está com o coração partido porque acabou de sair de um relacionamento?
Faça algo que você acredita ser útil para aliviar sua dor emocional. Qualquer coisa. De acordo com uma pesquisa recém-publicada, o efeito placebo pode influenciar regiões cerebrais associadas à regulação emocional e, como consequência, diminuir a percepção do sofrimento.




Rompimentos amorosos costumam ser experiências extremamente dolorosas, e funcionam como gatilho para problemas psicológicos e até suicídio. Segundo os autores do estudo, da Universidade de Colorado Boulder, nos Estados Unidos, esse tipo de sofrimento está associado a um risco 20 vezes maior de depressão.


Como há evidências de resultados positivos do placebo para diversas doenças físicas, a equipe decidiu avaliar se a crença em algo que pudesse ajudar a superar um rompimento teria efeito também. Para isso, os pesquisadores selecionaram 40 voluntários que tinham sido rejeitados pelos parceiros até seis meses antes da abordagem.

Os participantes foram convidados a ir ao laboratório levando a foto do ex, ou da ex, e também a de um amigo do mesmo sexo. Enquanto passavam por um exame de ressonância magnética funcional, eles tinham que olhar a foto e contar como tinha sido a separação. Em seguida, tinham que olhar a foto do amigo. Por último, ainda foram submetidos a um estímulo doloroso, um toque quente no antebraço. Em todos os casos, eles tinham que dizer como se sentiam, numa escala de 1 (muito mal) a 5 (muito bem).


A primeira constatação do estudo é que as regiões do cérebro ativadas pela dor física e pela emocional foram as mesmas. Ou seja: levar um fora causa uma dor real.

Em seguida, todos foram convidados a usar um spray nasal. Para metade do grupo, os pesquisadores disseram que era apenas uma solução salina. Já a outra metade ouviu que aquilo era um analgésico poderoso para combater dores emocionais.

De volta à ressonância, os participantes voltaram a ver as fotos dos ex e, de novo, foram submetidos ao estímulo doloroso no braço. O grupo que recebeu o suposto analgésico não apenas sentiu menos dor física, como se sentiu melhor emocionalmente, e a resposta do cérebro se modificou. As áreas envolvidas na modulação de emoções e de substâncias ligadas ao bem-estar tiveram atividade aumentada, enquanto a área associada à dor ficou mais fraca.

O estudo foi financiado pelo Instituto Nacional de Saúde Mental norte-americano, com apoio adicional da Fundação Nacional de Ciência, na Suíça, e os resultados foram publicados no Journal of Neuroscience.



Suicídio e automutilação: registros entre crianças mais que dobrou nos EUA

O número de crianças e adolescentes atendidos em hospitais infantis por causa de atos ou pensamentos sobre suicídio, bem como automutilação, mais do que dobrou na última década nos Estados Unidos, segundo uma pesquisa apresentada na conferência anual das Sociedades Acadêmicas de Pediatria, em São Francisco.



Naquele país, estudos anteriores já tinham revelado a tendência. Um levantamento divulgado no ano passado mostrou que a taxa de mortes por suicídio, na faixa dos 10 aos 14 anos de idade, já tinha superado a de acidentes de trânsito. Mas os novos dados, que incluem ideação suicida e mutilação, expõem a base do iceberg.


A atual pesquisa incluiu dados de 32 hospitais infantis norte-americanos de diferentes partes do país, relativos ao período entre 2008 e 2015, e jovens de 5 a 17 anos. Os pesquisadores encontraram 118.363 registros de atos ou ideação suicida e automutilação no período estudado. A proporção de ocorrências desse tipo, em relação às gerais, passou de 0,67%, em 2008, para 1,79, em 2015.


Mais da metade dos pacientes com pensamentos ou atos suicidas tinham de 15 a 17 anos de idade, enquanto 36,9% tinham de 12 a 14 anos. O dado que mais choca é que 12,7% dos registros referem-se a crianças de 5 a 11 anos.

O aumento mais significativo em relação aos dados anteriores foi observado na faixa de 15 a 17 anos: a variação foi de 0,27 ponto percentual. A primavera e o outono foram as estações com maior número de casos. E o verão, a que teve menos registros.


No Brasil, segundo reportagem recente da BBC Brasil, a taxa de suicídio entre jovens de 15 a 29 anos aumentou 27,2%. A informação foi revelada no Mapa da Violência 2017, feito a partir de dados do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde.  Faz sentido que episódios como o da “Baleia Azul” causem preocupação. A saúde mental de crianças e adolescentes precisa ser levada a sério.



quarta-feira, 22 de março de 2017

Eu não posso progredir senão algo ruim vai me acontecer - EFT


Uma pessoa se descobre não próspera como gostaria de ser.
Curioso como muitas vão buscar crenças sabotadoras, crenças limitantes, e me procuram para com EFT ajuda-las a cancelar estes impedimentos e seguirem o fluxo da prosperidade sem bloqueios!

(O EFT - Emotional Freedom Techniques (técnica para liberação emocional ou Tapping) - batidinhas nos pontos de energia,  é um método terapêutico que além de trabalhar através da linguagem verbal, opera nos terminais dos meridianos energéticos do nosso corpo, para eliminar sintomas e incômodos emocionais, físicos e, também, para melhorar nossa performance esportiva, artística, profissional e desempenho sexual. Este trabalho é feito através de pequenas batidinhas nos mesmos meridianos usados pela acupuntura chinesa, sem a utilização de agulhas).

Geralmente estas pessoas me dizem que vem aplicando o EFT incansavelmente para todas as crenças que conseguem conceber, para atingirem a tão desejada prosperidade. E querem que eu siga aplicando com eles, porque sentem que não conseguem dissolver todas as crenças
limitantes sozinhos.

Quando a gente aprende o verdadeiro EFT, o EFT oficial e autêntico, criado por Gary Craig, estas colocações perdem o sentido.

Todos querem cancelar, anular, todas as crenças limitantes, mas as pessoas não se perguntam, por que eu construí esta crença que me autolimita no caminho da prosperidade?

Toda crença que nos limita teve uma origem, tem sua função, tem sua razão de ser na biografia desta pessoa, e não está lá por acaso. Querer eliminar a crença sem conhecê-la melhor, saber que padrão de defesa ela representa, quando e como ela se originou, e o que a sustenta, é um caminho que não leva aonde se deseja ir.

Sim, nossas crenças limitantes são defesas que criamos em momentos traumáticos, difíceis, estressantes, para poder lidar com eles da melhor maneira possível. Se não voltamos para estes momentos do passado, e trabalhamos com EFT, todos que precisamos, não tem como tirar o alicerce que sustenta a crença limitante.

A prosperidade acontece tão logo liberamos a energia presa nas defesas (sensações, emoções e crenças). Para que esta energia possa ser investida nos nossos desejos. E uma vida segura, confortável, pode ser um destes desejos. É preciso, portanto compreender como esta crença se formou, como se sustenta, e que função tem no sentido de lidar com a dor e o sofrimento oriundos de situações traumáticas.

Por exemplo, uma crença como esta: “eu não posso progredir senão algo ruim vai me acontecer”, pode estar ligada a uma situação em que o pai da pessoa estagnou por algum motivo, e o filho sente que progredir implicaria na perda do amor do pai, seria quase um desrespeito em relação a ele. Precisamos trabalhar estas situações traumáticas vividas na infância e adolescência para permitir que a abundancia seja sentida como um direito, sem culpa, sem peso, sem vergonha.

Prosperidade é uma consequência logica de uma liberdade emocional!




http://www.emofre.com.br/






quarta-feira, 15 de março de 2017

Por que casais devem manter a intimidade em segredo?

Contar intimidades do casal para os outros pode arruinar seu relacionamento



Desabafar ou compartilhar segredos da vida a dois com um amigo próximo é algo comum e até mesmo bastante útil na hora de pedir conselhos, por exemplo. Mas exagerar na divulgação de informações e detalhes, sem sequer selecionar bem os confidentes, pode arruinar seu relacionamento.

Falar demais sobre a vida pessoal pode ser uma cilada que prejudica sua imagem entre amigos, familiares e até colega de trabalho. A situação ainda pode ser piorada quando outra pessoa é envolvida, no caso, seu parceiro ou parceira.

Se seu companheiro faz o tipo reservado, por exemplo, pode não gostar de ter suas intimidades reveladas a pessoas que mal conhece, mesmo quando são fatos aparentemente banais ou que não comprometedores.

A pessoa amada ainda pode se sentir traída ou magoada ao descobrir que você dá detalhes da vida a dois sem estar presente, abrindo espaço para a desconfiança e brigas que vão abalar a relação.

Se você tem o hábito de falar demais sobre suas intimidades com o parceiro, principalmente, sobre as brigas, pode acabar não sendo mais convidado para passeios entre casais de amigos, já que eles podem considerar que o seu relacionamento conturbado causará desconfortos e cenas desagradáveis em público.



É válido ainda entender que não são somente os defeitinhos e as brigas que devem ser mantidas somente entre os parceiros. Até mesmo elogios podem causar constrangimentos quando divulgados em público. Sua namorada, por exemplo, pode não gostar de saber que você conta a todos que vocês têm uma vida sexual intensa e que conta detalhes sobre as transas inesquecíveis entre quatro paredes.

Cultivar um bom relacionamento amoroso também significa respeitar a privacidade e os limites de cada um. Quando você mantém segredinhos com a pessoa amada e não abre toda a sua vida a estranhos, ainda garante o sentimento de que possui algo especial e que merece ser preservado em nome da confiança e da intimidade.

http://www.vix.com/pt/amor/542332/contar-intimidades-do-casal-para-os-outros-pode-arruinar-seu-relacionamento

Trair sem ser descoberto

 Como algumas pessoas conseguem trair sem ser pegas? Quais técnicas elas usam?

Tema universal em qualquer tipo de relacionamento amoroso, a traição ainda é uma das principais causas de separação entre os casais. Isso, claro, quando são descobertas. Afinal, algumas pessoas conseguem ser infiéis durante anos e com vários parceiros, sem nunca serem pegas. Como elas conseguem?
  
Quem já tem o “hábito” de trair e nunca ser flagrado normalmente é paciente, articulador e sabe planejar bem os próprios passos e os do parceiro. “Infiéis de carteirinha”, por exemplo, escolhem cuidadosamente os horários e os locais de encontro com os amantes para nunca despertar desconfiança ou correrem o risco de serem vistos.


Além disso, geralmente pensam em cada detalhe da traição e são capazes até de terem na manga desculpas certeiras se forem confrontados. Manter um amigo como álibi para escapadas ou histórias prontas e criadas previamente faz com que eles nunca sejam pegos de surpresa.


Quem costuma ser infiel sem ser descoberto ainda é bastante cuidadoso e não “brinca em serviço”. A pessoa que trai geralmente possui senhas de celular e computador difíceis de serem decodificadas, apagam vestígios de ligações e sites frequentados.

Pessoas que pulam a cerca constantemente e nunca são pegas tampouco se envolvem com colegas de trabalho, amigos em comum ou vizinhos. Elas sabem que as chances de serem flagradas aumentam muito em tais ciclos sociais e preferem procurar parceiros em territórios neutros.

É ainda difícil de desmascarar uma pessoa infiel quando ela sempre sai de casa e chega do trabalho todos os dias no mesmo horário e não dá “perdidos” no companheiro. Atenta, ela vai agendar encontros e escapadas em períodos que não pode ser rastreada, como horários de almoço, de segunda à sexta-feira.

Por fim, quem nunca é pego em flagrante normalmente possui um parceiro que vive a mesma situação, ou seja, também comprometido. Assim, ambos sabem exatamente o que querem, não fazem cobranças ou ameaças, já que estão no mesmo barco e procuram sigilo na mesma medida.



terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Vida Amorosa Fracassada


Ninguém atrai insucessos amorosos por acaso. Acredite: amores errados têm endereço certo. Quem se envolve, sucessivamente, com pessoas que provocam sofrimento e decepções precisa saber que é responsável por isso. Por mais doloroso que possa ser, é preciso que você se dê conta de que é responsável pelos fracassos amorosos que experimenta para mudar de atitude.


Muita gente acredita, no início do romance, finalmente, ter encontrado a pessoa com quem viverá o relacionamento dos seus sonhos. Mas, cedo ou tarde, surge a decepção. Em geral, atribuem a culpa ao destino. Se não fosse por ele, como explicar tantos romances naufragados? Acontece que atribuir à uma força externa, fora do seu controle, o que acontece na sua vida sentimental é uma maneira ineficaz para lidar com os insucessos amorosos.
 
Em vez de ficar choramingando, falando mal dos homens/mulheres, é preciso mudar os padrões habituais de pensamento, emoções e comportamentos. Quem continua a bater na mesma tecla, não pode esperar ouvir um som diferente. Chega de imaginar como a vida teria sido outra se já tivesse encontrado o amor dos seus sonhos.


Até porque, vamos combinar, o relacionamento ideal não existe. Ninguém pode corresponder a uma imagem idealizada que a outra pessoa constrói. Amores reais exigem compreensão das diferenças, e tolerância em relação às limitações do outro. Ligar-se a pessoas que não têm nada a ver com seus valores é outra forma de buscar o fracasso amoroso.

Se até hoje, você vem sofrendo desilusões amorosas, nada de se colocar como vítima. Quando faz isso, abre mão do seu poder sobre a própria vida. E, em vez de tomar uma atitude nova e positiva, se paralisa emocionalmente.

Deixe para trás o que não deu certo antes. Comece a questionar a origem do seu vazio interior, da sua imensa carência, baixa autoestima e outras questões emocionais. É dentro de si que encontrará as respostas que vem buscando há tanto tempo. Provavelmente, o seu medo (oculto ou não) de se envolver amorosamente e de correr os riscos inevitáveis que a entrega amorosa requer, fez com que buscasse pessoas que a rejeitaram.

Não é por acaso que muitas pessoas escolham parceiros que não podem ou não querem um vínculo amoroso profundo. Em vez de entrar em contato com as suas dificuldades emocionais, buscam pessoas incapazes de estabelecerem relacionamentos saudáveis e estáveis.

Saber que o motivo dos insucessos no amor está em você é motivo de alegria. Significa que você pode curar feridas e se transformar. Só você poderá se libertar das amarras que a/o mantém prisioneira(o) de si mesma(o). Busque ajuda, se necessário. Faça uma terapia, sessões de coaching, leia sobre o assunto.

O trabalho do autoconhecimento é a grande aventura que poderá conduzi-la(o) ao tão desejado final feliz.


domingo, 8 de janeiro de 2017

Pare de se Comparar com os Outros

COMO DEIXAR DE SE COMPARAR COM OS OUTROS

No mundo atual, nossa obsessão com a perfeição faz com que seja muito difícil não nos compararmos com os demais. Quando começamos a analisar nossas conquistas e realizações, podemos exigir ainda mais de nós mesmos. Comparar-se com as outras pessoas e até mesmo invejá-las é natural, mas se você está obcecado com os próprios defeitos em vez de focar nas áreas em que se destaca, está se concentrando na coisa errada. Essas comparações poderão prejudicá-lo e até mesmo impedi-lo de tomar as rédeas em vários aspectos da vida. A comparação constante com os outros diminui a autoestima e faz com que uma pessoa se sinta mal consigo mesma. Resista à tentação de se comparar com os demais, adquirindo consciência da forma como você se vê. Defina metas pessoais para desenvolver a autoconfiança e reaprenda comportamentos que melhorarão sua opinião sobre si mesmo.

Encontrando a raiz do comportamento comparativo
Fique atento à forma como você se vê. O primeiro passo do processo de transformação da forma como nos enxergamos é adquirir consciência dos pensamentos que temos sobre nós mesmos. Sem fazer isso, talvez você não se dê conta da existência de um problema subjacente. Quando decidir realizar a difícil tarefa que é romper com seus padrões de pensamento, será bom ter alguém ao seu lado para apoiá-lo durante o processo. No entanto, quando você adquirir plena consciência do comportamento que deseja mudar, será mais fácil dividir essa tarefa em metas atingíveis.

Avalie sua autoestima. A autoestima pode ser descrita como as opiniões positivas ou negativas que alguém tem sobre si mesmo. Todos temos dias bons e ruins, e a forma como pensamos sobre nós mesmos muda diariamente, várias vezes por dia, para refletir as circunstâncias. A autoestima também pode ser compreendida como um traço de personalidade estável que se desenvolve ao longo da vida.
Você tem uma ótima opinião sobre si mesmo? Ou permite que outros controlem a forma como se sente consigo mesmo? Caso se pegue olhando para os outros para determinar seu nível de autoestima, esse é um sinal de que você precisa trabalhar na própria felicidade.

Identifique os comportamentos comparativos. Esses comportamentos ocorrem quando nos comparamos com outras pessoas, quer elas estejam em posições superiores ou inferiores às nossas. Normalmente, comparamos as características positivas ou negativas dessas pessoas com nossas próprias características. De vez em quando, as comparações sociais podem ser benéficas, mas os comportamentos comparativos negativos podem prejudicar nossa autoestima.
Um exemplo de comportamento positivo é se comparar com alguém cujas qualidades você admire. Em vez de invejar as boas qualidades dessa pessoa (ela sente compaixão pelos outros, por exemplo), você pode se esforçar para tornar-se alguém mais solidário.
Um exemplo de comportamento negativo é se comparar com alguém que tenha alguma coisa que você queira ter. Por exemplo, talvez você esteja com inveja do carro novo dessa pessoa.

Coloque os pensamentos ou sentimentos comparativos no papel. Anote todas as suas atitudes que resultem diretamente da comparação com os demais. Se possível, faça isso imediatamente após ter o pensamento ou recordá-lo. Assim, ele ainda estará fresco na sua mente e é mais provável que você consiga ser descritivo.
Pense em como você se sente em relação à comparação e anote todos os pensamentos e sentimentos que vierem à mente. Por exemplo, talvez você se sinta deprimido porque está com inveja do carro novo de alguém e ainda dirija o mesmo carro velho de sempre.

Tente descobrir quando o comportamento comparativo teve início. Tente escrever sobre uma época em sua vida em que não se lembra de se comparar com os outros, e comece o diário a partir desse ponto. Eventualmente, você poderá se lembrar da origem desses pensamentos de comparação.
Por exemplo, talvez você se lembre da infância, quando ainda não se comparava com seu irmão, e se dê conta de que começou a se comparar com ele porque se sentiu negligenciado. Agora, você poderá começar a explorar a causa do comportamento comparativo.
Um dos aspectos mais difíceis do comportamento comparativo é conseguir se dar conta do impacto negativo que ele tem sobre nós. Será muito mais fácil mudar esse comportamento se você rastrear a origem da comparação e reconhecer a forma como ela o afeta.

Dando valor ao que você tem
Concentre-se no que você tem. Quando se der conta de que se comparar com outros é prejudicial, você buscará formas adicionais de mensurar o próprio sucesso. Além disso, você mudará o foco dos outros para si mesmo se começar a sentir e expressar gratidão pelos próprios talentosPasse mais tempo concentrando-se no lado bom e positivo da vida. Talvez você comece a enxergar mais coisas boas quando não estiver tão ocupado se comparando com os outros.

Mantenha um diário de gratidão. Essa é uma forma de se lembrar de tudo o que você tem, e vai ajudá-lo a prestar mais atenção nas coisas para as quais talvez você não tenha dado muito valor. Assim, você poderá valorizá-las daqui para frente. Pense em diversas recordações felizes, como coisas que você fez, lugares que visitou, amigos com os quais você passou o tempo juntos, qualquer coisa que o deixe o mais feliz possível. Concentre-se em ser grato por todas essas coisas.

Um diário de gratidão poderá aumentar suas chances de sucesso. No entanto, se você escrever apenas por escrever, sem nenhuma motivação real, ele poderá trabalhar contra seu progresso. Você deve se forçar a enxergar as coisas para as quais não deu o devido valor e sentir-se grato por elas. Tome a decisão de reconhecer o tamanho da sua gratidão e melhorar a própria vida. 
Escreva de forma meticulosa. Em vez de simplesmente criar uma lista semelhante a uma lista de compras, elabore uma explicação minuciosa de algumas coisas pelas quais você seja grato.
Escreva sobre surpresas ou situações inesperadas. Assim, você terá a oportunidade de saborear novamente os bons sentimentos que vivenciou. Você não precisa escrever diariamente. Pelo contrário, escrever duas vezes por semana pode ser mais benéfico do que fazê-lo todos os dias.

Seja gentil consigo mesmo. Sendo mais gentil e menos duro consigo mesmo, você se incentivará a ir além e a se esforçar mais.
Compreenda que está no controle da própria vida. Resistir ao impulso de se comparar com os outros é difícil, mas no final das contas, é você quem controla sua vida. Você é responsável pelas escolhas que guiarão sua vida em uma determinada direção e deve tomar as melhores decisões para si mesmo, e não para qualquer outra pessoa.
O que os outros têm ou fazem não importa, você é a única pessoa que importa em sua vida.

Eliminando ou substituindo os pensamentos comparativos
Compreenda o processo de transformação de comportamentos e pensamentos. Segundo o Modelo Transteórico de Mudança, nós passamos por algumas fases até adquirirmos consciência de uma determinada situação. Os indivíduos atravessam um processo que culmina na aceitação de novos comportamentos. Os estágios desse processo incluem:



Pré-contemplação: Nesta fase, o indivíduo ainda não está preparado para mudar. Muitas vezes, isso ocorre porque ele possui pouca ou nenhuma informação sobre o assunto em questão.
Contemplação: Neste estágio, o indivíduo considera realizar uma mudança. Ele começa a pesar os ângulos positivos da mudança, mesmo estando ciente dos lados negativos.
Preparação: Aqui, ele já tomou a decisão de mudar e já começou a fazer planos para colocar a mudança em prática.
Ação: Durante esta fase, ele realiza esforços para mudar o próprio comportamento, como a redução ou o aumento de determinadas atividades.
Manutenção: Este estágio envolve a manutenção de um nível de atividade para garantir que o comportamento em questão permaneça alterado.
Término: Nesta fase, o comportamento foi alterado de tal forma que o indivíduo já não sofre com recaídas, mesmo sob os efeitos do estresse, depressão, ansiedade ou de outros estados emocionais.

Entenda que idealizar alguém não é uma atitude realista. Nós nos concentramos apenas em determinados aspectos da pessoa idealizada, transformando-a em uma fantasia grandiosa criada por nossa mente. Nós olhamos apenas para as características que idealizamos e rejeitamos aquelas que não consideramos atraentes.

Substitua os pensamentos negativos pelos positivos. Quando nos comparamos com os demais, podemos acabar nos enxergando de forma negativa. Caso cultive ideias negativas sobre si mesmo, comece a transformá-las em pensamentos sobre coisas que admire em você.
Por exemplo, em vez de invejar os talentos de uma pessoa que sabe escrever muito bem, pense nos seus próprios talentos. Diga a si mesmo: "Talvez eu não seja o melhor escritor do mundo, mas sei desenhar muito bem. Além disso, posso trabalhar para aperfeiçoar minha escrita se quiser atingir esse objetivo, em vez de invejar o talento alheio".

Alcançando seus objetivos
Defina seus objetivos. Alcançar suas metas vai ajudá-lo a estabelecer a próprias vida e as próprias experiências, independentemente das expectativas alheias. Comece definindo um objetivo.
Caso queira correr uma maratona, defina isso como meta. Você poderá avaliar seu estado inicial (por exemplo, adquirir uma noção da distância que consegue percorrer antes de começar qualquer tipo de treinamento).



Acompanhe seu progresso. Após definir uma meta pessoal, acompanhe seu progresso para poder ter uma ideia do quanto está avançando em direção ao objetivo. Isso vai ajudá-lo a se concentrar em si mesmo e não nos demais.
Siga o próprio ritmo. Quando estiver monitorando seu progresso, leve sua situação única em conta. Por exemplo, se você estiver levando mais tempo para conseguir um diploma de pós-graduação do que alguns dos seus amigos, talvez deva pensar em como você também trabalha em tempo integral, cria uma família ou está cuidando dos seus pais idosos. Todos enfrentamos situações únicas que facilitam ou restringem nosso progresso, portanto, pense nas suas circunstâncias conforme acompanha a própria evolução.

Exemplo: Você pode monitorar o quanto melhora a cada semana se estiver treinando para uma maratona. Todas as semanas, aumente um pouco a distância percorrida, até atingir a marca de 40 quilômetros. Além disso, a velocidade aumentará juntamente com a distância. Crie gráficos do próprio progresso para ver o quanto já alcançou e até onde precisa ir.
Empenhe-se em melhorar as próprias habilidades. Participe de cursos, workshops e aulas para aprimorar suas técnicas e habilidades, caso existam algumas áreas em que você gostaria de se aperfeiçoar. Isso aumentará sua autoconfiança e vai ajudá-lo a saber seu valor e encontrar seu lugar no mundo. É importante reconhecer que o perfeccionismo é uma mentalidade improdutiva na qual uma pessoa mantém um ideal irrealista como padrão de sucesso. Aceite que as circunstâncias de cada um são inteiramente únicas e que você pode aperfeiçoar as próprias habilidades para ser feliz.

Seja seu próprio competidor. Muitos atletas e atores de alto escalão afirmam competir contra si mesmos, porque estão constantemente tentando bater o próprio recorde pessoal. Essa é uma boa forma de elevar a autoestima, já que você atingirá metas cada vez mais altas. Quando um atleta quer ser o melhor em seu esporte, ele é encorajado a definir metas pessoais e a esforçar-se para correr mais rápido e aperfeiçoar as próprias habilidades.
Julgue-se baseando-se nos próprios padrões. Quando você aprender a avaliar a si mesmo através dos próprios padrões, deixará de se comparar com os outros. Essa prática acaba com o sentimento de competição porque as expectativas das outras pessoas não são as mesmas que as suas. Você estará no controle dos resultados se reconhecer a própria capacidade de construir a vida que deseja para si mesmo. Julgue a si mesmo utilizando os seus padrões, e não os de qualquer outra pessoa.

Admire os outros, em vez de invejá-los. Pense nas vantagens que as outras pessoas têm a lhe oferecer. Caso você tenha amigos extremamente bem-sucedidos, considere como os círculos sociais deles estão cheios de pessoas que poderão ajudá-lo a ter mais sucesso na vida. Em vez de invejar o sucesso dos demais, use-o em seu benefício.
Por exemplo, talvez você costume olhar para as fotos de atletas e admirar a forma física deles. Em vez de se sentir inferior e com inveja, use essas imagens como fonte de motivação para realizar mudanças em sua vida. Você poderia decidir adotar novos hábitos alimentares e praticar mais atividades físicas. Dessa forma, estaria usando as fotografias de forma produtiva.


Assuma riscos ocasionais. Quando aprender a julgar a si mesmo baseando-se nos próprios padrões, você se sentirá mais livre para começar a assumir riscos pequenos e graduais, que permitirão que você cresça ainda mais como ser humano. Muitas vezes, o medo de assumir riscos nos impede de fazer o nosso melhor. Nós nos tornamos reféns do medo e não conseguimos ir além das expectativas alheias.
Comece dando pequenos passos, isso vai ajudá-lo a desenvolver autoconfiança nas próprias habilidades.
Construa uma rede de apoio. Quando nos cercamos de pessoas que nos apoiam, adquirimos uma melhor percepção sobre nós mesmos.

Seja seu próprio treinador
O bom treino vem em várias formas: existem treinadores que gritam e humilham seus jogadores, e existem aqueles que insistem em perfeição, exigindo que os atletas corram mais rápido, saltem mais alto ou nadem mais voltas, mas sempre fornecendo amor e apoio ao mesmo tempo. O treinador que ensina com amor ajudará a criar um ser humano mais equilibrado no geral. Pense em você como seu próprio treinador e guie-se na direção da excelência. Sinta amor e admiração pelos próprios esforços, assim você conseguirá atingir as metas que definiu para si mesmo, elevando sua autoestima em vez de destruí-la.


Usando a mídia com responsabilidade
Exponha-se menos à mídia e às redes sociais. Caso as representações idealistas dos meios de comunicação afetem sua autoestima de forma negativa, diminuir a exposição aos meios de comunicação e redes sociais poderá ser uma boa ideia. Limite o tempo que passa nas redes sociais, ou elimine-o por completo. Exclua ou desative seus perfis em redes sociais.
Caso não queira desativar ou apagar sua conta no Facebook, Twitter ou Instagram, limite o tempo que você passa todos os dias, ou todas as semanas, verificando seus perfis. Por exemplo, atenha-se a 10 minutos por dia ou 30 minutos por semana, mas tome cuidado, porque até mesmo quantidades mínimas de exposição podem ser responsáveis pelo pensamento comparativo negativo.

Evite meios de comunicação que apresentem imagens idealizadas. Fique longe de revistas de moda, "reality shows", determinados filmes e músicas, etc. Caso você sempre esteja se comparando com um certo modelo ou atleta, evite revistas, programas de televisão ou jogos em que ele apareça.
Estudos demonstram que até mesmo uma exposição temporária aos meios de comunicação que retratem imagens idealizadas pode causar um impacto negativo sobre nossa autoestima e autoimagem. Isso pode até mesmo levá-lo a remoer pensamentos negativos e a apresentar Sintomas de Depressão.

Comece a pensar de forma realista. As imagens idealizadas dos meios de comunicação nem sempre podem ser evitadas, portanto, tome cuidado se estiver se comparando com elas. Pense na realidade das pessoas ou das coisas aparentemente perfeitas.
Por exemplo, caso inveje o relacionamento perfeito que um amigo tem com a esposa, lembre-se de como ele teve dificuldades para encontrá-la e de todos os desafios que ele pode ter enfrentado no passado. Dessa forma, a empatia assumirá o lugar da invejaQuando vir alguém com o corpo, carro, ou a vida que você tanto deseja, tente pensar nas atitudes que pode tomar para chegar mais perto dessas metas e anote essas medidas em um papel.

Use as redes sociais positivamente, de forma que enriqueçam sua vida. Siga páginas educativas, informativas ou inspiradoras. Caso você queira ser bem-sucedido profissionalmente, siga páginas de empreendedores. Caso deseje alcançar uma melhor condição física, siga páginas de boa forma e de dietas saudáveis. Se quiser melhorar a mente e a personalidade, tente seguir páginas relacionadas ao cérebro e à psicologia.

Dicas
Não tenha medo de se colocar em primeiro lugar, cuide de si mesmo. Se você estiver sempre tentando agradar aos outros, leia Como parar de ser submisso e Como superar a síndrome de mártir.
Comparar-se aos outros é um mau hábito muito comum e pode levar algum tempo até que você consiga mudar. Não desista.

Avisos
Também não permita que outras pessoas o comparem com os demais.
Evite ficar muito estressado ou ansioso, tais sentimentos podem afetar negativamente nossa autoestima.

Fontes e Citações
Vogel, E., Rose, J., Roberts, L., & Eckles, K. (2014). Social comparison, social media, and self-esteem. Psychology of Popular Media Culture, 3(4), 206-222.
Vogel, E., Rose, J., Roberts, L., & Eckles, K. (2014). Social comparison, social media, and self-esteem. Psychology of Popular Media Culture, 3(4), 206-222.



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