terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Aforismo - Você sabe ó que isto?

Significado da palavra aforismo (a-fo-ris-mo
m. Máxima, sentença, que em poucas palavras encerra princípio de grande alcance.

Exemplos de máximas, sentenças e frases “aforistas”
 (Ao lermos os grandes aforistas, temos a impressão de que todos se conheciam muito bem)



A realidade é que muita gente vive de ilusões.

Com relação a história pessoal de cada um, só existe um caminho que traz paz, força e plenitude: aceitar, honrar e agradecer.

Compreender que em qualquer relacionamento ninguém é de ninguém é bem diferente do que realmente sentir dentro do coração esta realidade.

Só você pode escolher olhar para uma história com Amor ou com rancor.

Ao invés de vencer a si mesmo, que tal fazer as pazes consigo mesmo ?

Enquanto umas pessoas acreditam que têm, outras sabem que realmente nunca tiveram.

Há momentos para questionar e há momentos para aceitar. Saber discerní-los é uma arte.

NADA é para SEMPRE, a não ser o VAZIO onde TUDO se manifesta.

Valores não se ensinam. Valores se aprendem ! E não se aprendem com palavras. Valores se aprendem com os exemplos que a criança VÊ.

Se desejas compreensão, pergunte mais e afirme menos.

Quando os valores de um ser humano mudam, os seus sonhos e objetivos também mudam.

Cada um interpreta a realidade a partir de sua própria vida.

Egoísta não é a pessoa que pensa primeiro em si, e sim aquela que deseja que os outros pensem primeiro nela própria.

O Amor é um verbo que só faz sentido se conjugado no Presente.

A doença também é um processo de Cura.
  

Virgínia Woolf – Aforismo: 
"Eu vivo na mais profunda escuridão que só eu conheço, só eu sei o estado em que estou". 
" Escrever é que é o verdadeiro prazer; ser lido é um prazer superficial"
Hipócrates: A vida é breve, a arte é longa, a ocasião fugidia, a experiência enganosa, o julgamento difícil.






Friedrich Nietzsche: "Deus está morto. Viva Perigosamente. Qual o melhor remédio? - Vitória!"









Carlos Drummond de Andrade:
"O que seria do pobre vaga-lume, sem a escura noite?"
"O amor dinamita a ponte e manda o amante passar."
"Seria cômico, se não fosse trágico"
"Há quem tenha saudades da crítica literária, substituída pela crítica universitária."
"Não há felicidade que resista à continuação de tempos felizes."
"Somos humildes na esperança de um dia sermos poderosos."
"A inteligência superior vive em débito com os admiradores, que lhe exigem tudo."

Sobre Freud
...Assim, acrescento - antes de apresentar o aforismo propriamente dito - apenas mais uma breve consideração: talvez a cochilada do mestre tenha sido confundir dois elementos muito semelhantes, porém determinantemente diferentes em suas próprias manifestações e simbolismos inerentes mais estruturais, a saber: pênis e falo.
AFORISMO
Só o falo emite. O pênis urina.





Distimia ou Transtorno Distímico


DISTIMIA

Distimia é um tipo de depressão crônica, de moderada intensidade. Diferentemente da depressão que se instala de repente, a distimia não tem essa marca brusca de ruptura. O mau humor é constante. Os portadores do transtorno são pessoas de difícil relacionamento, com baixa auto-estima e elevado senso de autocrítica. Estão sempre irritados, reclamando de tudo e só enxergam o lado negativo das coisas. Na maior parte das vezes, tudo fica por conta de sua personalidade e temperamento complicado.

Sintomas

O principal sintoma é a irritabilidade, mas existem outros:

  • Mau humor;
  • Baixa auto-estima;
  • Desânimo e tristeza;
  • Predominância de pensamentos negativos;
  • Alterações do apetite e do sono;
  • Falta de energia para agir;
  • Isolamento social;
  • Tendência ao uso de drogas lícitas, ilícitas e de tranquilizantes.

Diagnóstico

 O diagnóstico é eminentemente clínico. O dado mais importante a  considerar é a manifestação dos sintomas durante pelo menos  dois anos consecutivos.

 Via de regra, os portadores de distimia desenvolvem  concomitantemente episódios de depressão grave. Quando se  recuperam, porém, retornam a um patamar de humor que está  sempre abaixo do nível normal. A maior dificuldade é que  raramente se dão conta do próprio problema. Acham que o mau  humor, a falta de prazer e interesse pelas coisas e a tristeza que não dá  trégua fazem parte de sua personalidade e do seu jeito de ver o mundo, e quase nunca procuram ajuda.

Diagnosticar o transtorno precocemente e introduzir o tratamento adequado é de extrema importância, uma vez que por volta de 15% a 20% dos pacientes tentam o suicídio.

Prevalência

A distimia pode aparecer na infância ou numa fase mais tardia da vida. O mais comum, porém, é que surja na adolescência. Há evidências de que muitos idosos já tinham manifestado sinais do transtorno na adolescência.

 Na infância, acomete igualmente meninos e meninas. Depois, é mais  prevalente nas mulheres do que nos homens.

 Tratamento

 A associação de medicamentos antidepressivos com psicoterapia  tem apresentado bons resultados no tratamento da distimia.  Isoladamente, um e outro não funcionam a contento. Embora os  antidepressivos corrijam o distúrbio biológico, o paciente precisa  aprender novas possibilidades de reagir e estabelecer relações  inter-pessoais.

A psicoterapia sem respaldo farmacológico é contraproducente (não produz resultado), porque cobra uma mudança de comportamento que a pessoa é incapaz de atingir por causa de sua limitação orgânica.

Recomendações
  • Se você conhece alguém sempre de mau humor, irritado, pessimista, considere a possibilidade de que seja portador distimia, um distúrbio do humor para o qual existe tratamento, e tente convencê-lo a procurar ajuda de um especialista;
  • Fique atento: a distimia, assim como a depressão clássica, pode acometer crianças e adolescentes. Às vezes, esses transtornos estão camuflados atrás do baixo rendimento escolar, do comportamento anti-social e do temperamento agressivo que não conseguem controlar;
  • Se, nos últimos dois anos pelo menos, seus amigos e parentes têm comentando que você anda de cara amarrada, irritado, descontente com tudo e com todos, esteja certo de que isso não é normal, procure um médico;
  • Não subestime os sintomas da distimia. Para aliviar os sintomas, é comum o paciente recorrer ao uso de drogas e de tranqüilizantes. Em 15% a 20% dos casos, surge ideação suicida;
  • Não se engane: não atribua ao envelhecimento, a casmurrice, o mau humor e as queixas do idoso que só reclama e não quer sair de casa. A distimia pode acometer pessoas na terceira idade;
  • Mantenha a adesão ao tratamento farmacológico e à psicoterapia. Os medicamentos ajudam a corrigir o problema físico e a  psicoterapia, a aprender novas formas de relacionamento.
      DISTIMIA  (Poema)










EU NÃO QUERO MAIS TE VER!
NÃO VENHA ME TOCAR!
NÃO QUERO NEM SABER!
SE TUDO VAI MUDAR!
HOJE TUDO SE FOI!
AMANHÃ NÃO HÁ MAIS!
NÃO VENHA ME DIZER, COMO ME COMPORTAR!








NÃO QUERO MAIS ME VER!
NÃO QUERO ME TOCAR!
TUDO O QUE SEI FAZER É REZAR E CHORAR!
UM CANTO ESCURO EU SEI!
ESSE MEU MAL ESTAR!
NÃO ME IMPORTA FAZER, ALGO PRA ME CURAR!


"Todos pedem um pouco de silêncio, todos sempre a se alegrar, meus sonhos são pesadelos, lugar nenhum para se estar". (Marcos Henrique)


quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Quem é sua Sombra?!


Entenda o significado da Sombra na Psicologia Analítica

Sombra, em psicologia analítica, refere-se ao arquétipo que é o nosso ego mais sombrio. É, por assim dizer, a parte animalesca da personalidade humana. Para Carl Gustav Jung, esse arquétipo foi herdado das formas inferiores de vida através da longa evolução que levou ao ser humano. A sombra contém todas aquelas atividades e desejos que podem ser considerados imorais e violentos, aqueles que a sociedade, e até nós mesmos, não podemos aceitar. Ela nos leva a nos comportarmos de uma forma que normalmente não nos permitiríamos. E, quando isso ocorre, geralmente insistimos em afirmar que fomos acometidos por algo que estava além do nosso controle. Esse "algo" é a sombra, a parte primitiva da natureza do homem. Mas a sombra exerce também um outro papel, possui um aspecto positivo, uma vez que é responsável pela espontaneidade, pela criatividade, pelo insight e pela emoção profunda, características necessárias ao pleno desenvolvimento humano. Devemos tornar a nossa sombra mais clara possível. Procurando um trabalho partindo do interior para o exterior. A sombra é freqüentemente projetada em outra pessoa, que aparece ao indivíduo como negativa.

Reintegrar a sombra pessoal

“Até aos trinta anos, passamos a maior parte do nosso tempo decidindo quais os aspectos de nós próprios que vamos lançar para o nosso saco dos desperdícios; depois passamos o resto da nossa vida a tentar retirá-los dele.”
Robert Bly

SOMBRAS: Na realidade esse conceito é uma metáfora, introduzida por Jung, para descrever o material pessoal que, inconscientemente, temos rejeitado, relegado e enviado para o inconsciente pelo temor a não sermos aceitos, reconhecidos, queridos… pelas pessoas que desempenharam um papel determinante na nossa vida e na nossa educação.
  
DESCOBERTA DA SOMBRA PARA JUNG: TIVE UM SONHO QUE ME ASSUSTOU E ME ANIMOU AO MESMO TEMPO. ERA DE NOITE, E ENCONTRAVA-ME NUM LUGAR DESCONHECIDO. AVANÇAVA COM DIFICULDADE CONTRA UM VENTO FORTE. UMA DENSA BRUMA COBRIA TUDO. NAS MINHAS MÃOS EM FORMA DE TAÇA, TINHA UMA DÉBIL LUZ QUE AMEAÇAVA EXTINGUIR-SE A TODO O MOMENTO. A MINHA VIDA DEPENDIA DESSA DÉBIL LUZ,QUE EU PROTEGIA PRECIOSAMENTE. DE REPENTE, TIVE A IMPRESSÃO DE QUE ALGO AVANÇAVA ATRAS DE  MIM. OLHEI PARA TRAS E APERCEBI-ME DA FORMA GIGANTESCA DE UM SER QUE ME SEGUIA. MAS AO MESMO TEMPO ESTAVA CONSCIENTE DE QUE, APESAR DO MEU TERROR, DEVIA PROTEGER A MINHA LUZ ATRAVES DAS TREVAS E CONTRA O VENTO. AO ACORDAR DEI-ME CONTA QUE A FORMA MONSTRUOSA ERA A MINHA SOMBRA, FORMADA PELA PEQUENA CHAMA QUE  TINHA ACESO NO MEIO DA TEMPESTADE. SABIA TAMBÉM QUE AQUELA FRAGIL LUZ ERA A MINHA CONSCIENCIA, A ÚNICA QUE POSSUIA. CONFRONTADA COM O PODER DAS TREVAS, ERA UMA LUZ, A MINHA ÚNICA LUZ (RECUERDOS, SUEÑOS E PENSAMIENTOS)

Para conseguir a aprovação dos outros, rejeitamos o que nós acreditávamos não ser aceitável para eles que, por esta razão se converteu em rejeitável para nós próprios. Esse não aceitável tanto pode ser positivo como negativo.

Em contraste com a sombra, que é o ocultamos, a “persona” ou a máscara, é o público, o que mostramos ante o mundo. Aferramo-nos à máscara porque acreditamos que é o mais valioso que possuímos. “Quanto mais brilha a nossa máscara, mais escura é a nossa sombra”.

Quanto maior for a distancia entre a imagem do que queremos ser e o que na verdade somos, mais nos invadirá a ansiedade, por temor a que outros calem o nosso ser.

A sombra produz-nos medo, porque se aparece, ameaça a nossa imagem aceitável. Tanto mais ameaçar-nos-à quanto mais tenhamos lutado por conseguir uma imagem ideal de nós próprios. O que não queremos ser contém precisamente aquilo que nos faz ser completos.

Por debaixo da sombra há sempre medos, vários medos: ao querer sobreviver ao meio em que cada um de nós está, tememos ser objeto de exclusão social ou familiar. Esse medo quer seja real ou imaginário, apresenta diversas modalidades: medo de perder o afeto dos pais ou dos mais chegados, medo de ficar sozinho, medo do ridículo, medo de não ser correto ou normal, medo de ter vergonha, etc. “A máscara não conhece a sua sombra”.

Ninguém pode escolher o ter ou não ter uma sombra. A necessidade de construir um eu social gera necessariamente a formação da sombra. Portanto, o problema não é a formação da sombra, que é inevitável, mas sim que nos façamos conscientes dela. Por isso o caminho de cura é o da sua integração para unificar o nosso ser, e ser um eu total.

O complicado é percebermos a Sombra. Como toda boa sombra, ela sempre fica atrás de nós (se estamos olhando para a fonte de Luz) e dificilmente a vemos chegando. Também, se está escuro, não vemos a sombra. E geralmente só percebemos a Sombra porque ela está projetada em algo.

Projeção aqui é o conceito chave para compreender tudo isso. Basicamente, tudo o que nos é inconsciente (e a Sombra se inclui nisso, por motivos óbvios) só nos é percebido quando é projetado. E o que isso quer dizer? Basicamente que quando eu olho para algo e eu reconheço que isso é diferente de mim, eu estou projetando nela a minha sombra; principalmente se além de reconhecer a diferença eu coloco repulsa ou algo que me separe ainda mais disso.

Como a Sombra reúne tudo o que reconheço (inconscientemente, a princípio) como sendo não-Eu, basicamente tudo o que vejo como não-eu no mundo se torna projeção da minha sombra. Em outras palavras, quando eu vejo isso, eu estou vendo no outro o que reconheço como sendo não-eu em mim mesmo.

O mecanismo pode parecer um pouco complicado, mas basicamente funciona assim: como não reconheço determinada característica em mim, então eu reprimo isso, que fica inconsciente. Mas isso não fica esquecido, mas sim jogado no mundo, no outro, que é visto como portando isso que não reconheço em mim, que é minha sombra. Eu posso conscientizar isso, mas não internalizo como sendo eu.

Sombra!? Um bom exemplo disso, e um exemplo bem banal: José é um cara preguiçoso, mas ele não quer reconhecer isso. A preguiça nele é reconhecida como sendo um não-eu, já que ele não reconhece para si nem para os outros que ele é preguiçoso. Ele então pede a Pedro que está sentado ao seu lado para fazer o favor de alcançar uma pasta que está na outra mesa. Pedro lamenta e diz que não pode e que o próprio José poderia pegar a pasta, já que a distância é a mesma. José então fica indignado e chama Pedro de preguiçoso porque ele foi incapaz de se levantar para pegar a pasta. O engraçado é que o próprio José também foi incapaz de levantar para pegar a pasta, o que o torna, segundo seus próprios critérios, um preguiçoso. Mas como a preguiça no José faz parte de sua Sombra, ele não reconhece como sendo de si mesmo, mas sim projetado no outro e como sendo o outro.

Na nossa Sombra, geralmente colocamos os nossos defeitos, nossas culpas, vergonhas, coisas ruins que são socialmente ou pessoalmente reprovados ou qualquer coisa que nos é reprimida. Colocamos também tudo aquilo que nos foi proibido por culpa ou vergonha, quando estávamos cantarolando e criando e então disseram para nos calar. Só que isso não é ruim!

É importante perceber que nossa “psique” (personificação da alma), é como a natureza: ela não é moral. Qualidades e defeitos são valores conscientes que damos as nossas  características. Raiva, por exemplo, pode ser visto como defeito, mas pode ser uma qualidade para quem sabe canalizar esse sentimento de forma proveitosa. Se não sabemos e nos ensinam (ou aprendemos) que devemos reprimir isso e/ou negar determinado sentimento/desejo/pensamento, ele acaba virando sombra.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

A Arte de Viver a Vida!


Filhos Brilhantes, Alunos Fascinantes

Bons filhos conhecem o prefácio da história de seus pais. Filhos brilhantes vão muito mais longe, conhecem os capítulos mais importantes das suas vidas.

Bons jovens se preparam para o sucesso. Jovens brilhantes se preparam para as derrotas. Eles sabem que a vida é um contrato de risco e que não há caminhos sem acidentes.

Bons jovens têm sonhos ou disciplina. Jovens brilhantes têm sonhos e disciplina. Pois sonhos sem disciplina produzem pessoas frustradas, que nunca transformam seus sonhos em realidade, e disciplina sem sonhos produz servos, pessoas que executam ordens, que fazem tudo automaticamente e sem pensar.

Bons alunos escondem certas intenções, mas alunos fascinantes são transparentes. Eles sabem que quem não é fiel à sua consciência tem uma dívida impagável consigo mesmo. Não querem, como alguns políticos, o sucesso a qualquer preço. Só querem o sucesso conquistado com suor, inteligência e transparência. Pois sabem que é melhor a verdade que dói do que a mentira que produz falso alívio. A grandeza de um ser humano não está no quanto ele sabe mas no quanto ele tem consciência que não sabe.

O destino não é frequentemente inevitável, mas uma questão de escolha. Quem faz escolha, escreve sua própria história, constrói seus próprios caminhos.

Os sonhos não determinam o lugar onde vocês vão chegar, mas produzem a força necessária para tirá-los do lugar em que vocês estão. Sonhem com as estrelas para que vocês possam pisar pelo menos na Lua. Sonhem com a Lua para que vocês possam pisar pelo menos nos altos montes. Sonhem com os altos montes para que vocês possam ter dignidade quando atravessarem os vales das perdas e das frustrações. Bons alunos aprendem a matemática numérica, alunos fascinantes vão além, aprendem a matemática da emoção, que não tem conta exata e que rompe a regra da lógica. Nessa matemática você só aprende a multiplicar quando aprende a dividir, só consegue ganhar quando aprende a perder, só consegue receber, quando aprende a se doar.

Uma pessoa inteligente aprende com os seus erros, uma pessoa sábia vai além, aprende com os erros dos outros, pois é uma grande observadora.

Procurem um grande amor na vida e cultivem-no. Pois, sem amor, a vida se torna um rio sem nascente, um mar sem ondas, uma história sem aventura! Mas, nunca esqueçam, em primeiro lugar tenham um caso de amor consigo mesmos.


Autor: Augusto Cury 

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

E tudo mudou...





















rouge virou blush 
O pó-de-arroz virou pó-compacto 
O brilho virou gloss 
O rímel virou máscara incolor 
A Lycra virou stretch 

Anabela virou plataforma 
















O corpete virou porta-seios 
Que virou sutiã 
Que virou lib 
Que virou silicone 

A peruca virou aplique, interlace, megahair, alongamento 
A escova virou chapinha 
"Problemas de moça" viraram TPM 
Confete virou MM 

A crise de nervos virou estresse 
A chita virou viscose. 
A purpurina virou gliter 
A brilhantina virou mousse 

Os halteres viraram bomba 
A ergométrica virou spinning 
A tanga virou fio dental 
E o fio dental virou anti-séptico bucal 

Ninguém mais vê... 

Ping-Pong virou Babaloo 
O a-la-carte virou self-service 

A tristeza, depressão 
O espaguete virou Miojo pronto 
A paquera virou pegação 
A gafieira virou dança de salão 

O que era praça virou shopping 
A areia virou ringue 
A caneta virou teclado 
O long play virou CD 

A fita de vídeo é DVD 
O CD já é MP3 
É um filho onde éramos seis 
O álbum de fotos agora é mostrado por email 

O namoro agora é virtual 
A cantada virou torpedo 
E do "não" não se tem medo 
O break virou street 

O samba, pagode 
O carnaval de rua virou Sapucaí 
O folclore brasileiro, halloween 
O piano agora é teclado, também 

O forró de sanfona ficou eletrônico 
Fortificante não é mais Biotônico 
Bicicleta virou Bis 
Polícia e ladrão virou counter strike 

Folhetins são novelas de TV 
Fauna e flora a desaparecer 
Lobato virou Paulo Coelho 
Caetano virou um chato 

Chico sumiu da FM e TV 
Baby se converteu 
RPM desapareceu 
Elis ressuscitou em Maria Rita? 
Gal virou fênix 
Raul e Renato, 
Cássia e Cazuza, 
Lennon e Elvis, 
Todos anjos 
Agora só tocam lira... 

A AIDS virou gripe 
A bala antes encontrada agora é perdida 
A violência está coisa maldita! 

A maconha é calmante 
O professor é agora o facilitador 
As lições já não importam mais 
A guerra superou a paz 
E a sociedade ficou incapaz... 

... De tudo. 

Inclusive de notar essas diferenças



Por isso digo, implico e replico: Avançar é venerável, renegar o passado, intragável. Somos fruto da sociedade de ontem, espelho côncavo dos frutos da sociedade de ainda outrora… Pode até ser saudosismo, mas os bons exemplos devem ser seguidos.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Apascenta - Mensagem para reflexão!



“Apascenta as minhas ovelhas.” - Jesus. (JOÃO, 21:17).

“E, depois de terem jantado, disse Jesus a Simão Pedro: Simão, filho de Jonas, amas-me mais do que estes? E ele respondeu: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe: Apascenta os meus cordeiros. Tornou a dizer-lhe segunda vez: Simão, filho de Jonas, amas-me? Disse-lhe: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe: Apascenta as minhas ovelhas. Disse-lhe terceira vez: Simão, filho de Jonas, amas-me? Simão entristeceu-se por lhe ter dito terceira vez: Amas-me? E disse-lhe: Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que eu te amo. Jesus disse-lhe: Apascenta as minhas ovelhas.” (João 21:15-17)

Significativo é o apelo do Divino Pastor ao coração amoroso de Simão Pedro para que lhe continuasse o apostolado.
Observando na Humanidade o seu imenso rebanho, Jesus não recomenda medidas drásticas em favor da disciplina compulsória.
Nem gritos, nem xingamentos.
Nem cadeia, nem forca.
Nem chicote, nem vara.
Nem castigo, nem imposição.
Nem abandono aos infelizes, nem flagelação aos transviados.
Nem lamentação, nem desespero.
"Pedro, apascenta as minhas ovelhas!".
Isso equivale a dizer: - Irmão, sustenta os companheiros mais necessitados que tu mesmo.
Não te desanimes perante a rebeldia, nem condenes o erro, do qual a lição benéfica surgirá depois.
Ajuda ao próximo, ao invés de vergastá-lo.
Educa sempre.
Revela-te por trabalhador fiel.
Sê exigente para contigo mesmo e ampara os corações enfermiços e frágeis que te acompanham os passos.
Se plantares o bem, o tempo se incumbirá da germinação, do desenvolvimento, da florescência e da frutificação, no instante oportuno.
Não analises, destruindo.
O inexperiente de hoje pode ser o mentor de amanhã.
Alimenta a "boa parte" do teu irmão e segue para diante.
A vida converterá o mal em detritos e o Senhor fará o resto.


Do Livro: - Fonte Viva – Francisco Cândido Xavier
Ditado pelo Espírito Emmanuel

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Que Medo é esse?!


A bioquímica do medo

O medo é uma emoção primitiva. Como nos protege das enrascadas, essa ferramenta, ao longo de nossa história evolutiva, vem garantindo a preservação da espécie, mantendo-nos alertas. Embora não ocorra com exclusividade entre os homens, é em nós que se manifesta com mais freqüência e nas situações mais diversas, e não apenas diante de ameaças. 'Isso porque o medo não é inato', afirma Mário Eduardo Costa Pereira, diretor do Laboratório de Psicopatologia Fundamental do Departamento de Psiquiatria da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). 'Ele se constitui individualmente, com as experiências, com as relações culturais e no contato com os outros.'

Como o corpo reage ao estímulo

ü      Pêlos se eriçam
ü      Pupilas se dilatam
ü      Respiração se acelera
ü      Salivação diminui
ü      Batimentos cardíacos disparam
ü      Inicia a queima das reservas de gordura
ü      Estômago se contrai
ü      Circulação sanguínea se concentra nos músculos

O segredo do gosto pelo pânico pode estar em um conjunto de estruturas nervosas famosas pela relação com o uso de drogas - o sistema de recompensa. Ao provocar a liberação de hormônios, o medo promove reações físicas estimulantes e ativa essas regiões cerebrais. O estresse causado pelas situações apavorantes faz o corpo se sentir bem.

A reação envolve principalmente a produção de quatro substâncias: adrenalina, endorfina, dopamina e cortisol. Essas descargas químicas preparam a pessoa para reagir à ameaça, seja pela luta ou pela fuga; atenuam o desconforto físico e trazem satisfação depois que o desafio termina.

O bem-estar também está associado aos opióides que o cérebro produz para si mesmo durante o estresse. Essas substâncias, de ação analgésica, trazem calma depois da euforia. Assim como acontece com as drogas, essa sensação pode ser viciante.

Real x imaginário

Uma prova disso é o fato de os bebês não estarem preparados para lidar com o perigo - eles mexem com facas e chegam à beira de janelas. Aos poucos, constroem seu repertório de medos, ou seja, delimitam o que constitui, para eles, situações de alerta. Pereira, que é especialista em pânico, lembra que o risco real não é muito diferente do imaginário. É por isso que, mesmo conhecendo a natureza irreal dos filmes de monstros, muitas pessoas se deixam envolver.
Sangue, cortes e perseguições com serras elétricas causam grande alvoroço nas telonas, mas os medos humanos não vêm apenas do instinto de sobrevivência. 'O próprio medo da morte é um medo construído', diz o psiquiatra. 'Em outras épocas, perder a honra ou o amor de Deus era mais temido do que morrer.'

Medo ancestral

Nos animais, o medo aparece exclusivamente na relação do bicho com o predador. 'Os animais não têm consciência da morte e as questões são respondidas instintivamente', explica o etólogo (especialista em comportamento animal) Kleber Del-Claro, presidente da Sociedade Brasileira de Etologia. A ausência de racionalidade é o que os afasta da prática do medo prazeroso. 'Na natureza, um risco deve sempre ter uma recompensa, geralmente em aumento da chance de deixar descendentes.'

A ausência de entretenimentos perigosos entre os bichos pode dar pistas sobre a fixação humana por esse tipo específico de lazer. Talvez por não ter mais de fugir de animais selvagens, os homens tenham passado a reproduzir artificialmente os desafios de seus antepassados. É o caso de quem se infiltra no território inimigo.

'O medo primitivo da caçada está guardado em nosso inconsciente', afirma a psicóloga  Neuza Corassa, do CPEM (Centro de Psicologia Especializado em Medos, de Curitiba). 'É uma emoção natural que faz parte da nossa constituição, por isso buscamos revivê-la', completa.



Transtorno ou Síndrome do Pânico

É tão difícil, atualmente, encontrar alguém que nunca tenha ouvido falar em Síndrome do Pânico. O sintoma básico é um medo enorme sem explicação, indefinido, medo infundado; você acha ridículo sentir esse medo, mas não consegue controlar. Ela é caracterizada pela presença de ataques de pânico. São crises súbitas, repentinas, espontâneas, com forte sensação de medo (medo de tudo e sem motivo), de perigo, de desmaio, de derrame cerebral, loucura ou morte iminente (o que nunca ocorre); sensação de alerta ou de fuga, necessidade de socorro imediato ou até de se encolher num canto, agitação e múltiplos sintomas indefiníveis. Enfim, um terrível mal estar. Você se sente totalmente inseguro, como uma criança. Não houve nenhum fator que o precipitasse.

De repente a pessoa sente um mal estar estranho na cabeça como se fosse perder a razão, a consciência. É comum uma sensação de estar fora da realidade; ou um mal estar generalizado, como um pressentimento de que algo muito grave fosse acontecer. E é nesse momento que um outro sintoma (bastante característico) aparece: a necessidade de estar ao lado de alguém que traga segurança. Geralmente, alguém muito próximo.

Podem surgir desde palpitações no coração, falta de ar ou dificuldade de respirar, sensação de sufocamento ou bolo na garganta, mãos e pés molhados e frios, formigamentos nos braços, pernas ou no rosto, zoeira, zumbido ou pressão nos ouvidos (como se fosse pressão baixa ou labirintite), suor ou tremedeira generalizado, distúrbio gastrintestinal como (náuseas, enjôos, diarréia, gases, vontade irresistível de urinar, falta ou excesso de apetite), desânimo acentuado, mal estar geral, insônia ou sono excessivo, ondas de calor ou frio, tonteiras.

Porém, pessoas predispostas à síndrome podem desencadeá-la depois de passar por situações traumáticas. Dias, semanas ou meses depois de determinados problemas como perda de entes queridos, término de um relacionamento, desemprego, doenças no lar, pré ou pós-operatórios, assaltos, seqüestros, acidentes, etc.

É comum um paciente passar meses tentando resolver a diarréia, sem solução. O mesmo acontece com o indivíduo que nunca teve pressão alta e passa a ter depois da crise.

Como a síndrome do pânico varia muito na sua intensidade, nem todos sentem os mesmos sintomas. A crise do pânico pode ser classificada como: leve, moderada, grave e muito grave. Alguns portadores do pânico, apesar de muito desconforto, conseguem manter suas atividades, tais como trabalhar, estudar, resolver questões do cotidiano, devido à necessidade; porém outros não conseguem nem mesmo sair de casa, ficando confinados, reclusos em seu lar. À medida que o pânico se agrava, diminui o seu raio de ação, ficando bloqueados à mercê de seu “inimigo oculto”.

Quais os sintomas físicos de uma crise de pânico?

Como se descreve acima, os sintomas físicos de uma crise de pânico aparecem subitamente, sem nenhuma causa aparente. Os sintomas são como uma preparação do corpo para receber algo “terrível". A reação natural é acionar os mecanismos de fuga. Diante do perigo, o organismo trata de aumentar a irrigação de sangue no cérebro e nos membros usados para fugir - em detrimento de outras partes do corpo, incluindo os órgãos sexuais.

Se você tem sentido crises  de forma inesperada, abrupta e sem motivo aparente, avalie quantos desses  sintomas  você apresenta durante a crise:

• Contração / tensão muscular, rijeza
• Palpitações (o coração dispara)
• Tontura, atordoamento, náusea
• Dificuldade de respirar (boca seca)
• Calafrios ou ondas de calor, sudorese
• Sensação de "estar sonhando" ou distorções de percepção da realidade
• Terror - sensação de que algo inimaginavelmente horrível está prestes a acontecer e de  que se está impotente para evitar tal acontecimento
• Confusão, pensamento rápido
• Medo de perder o controle, fazer algo embaraçoso
• Medo de morrer
• Vertigens ou sensação de debilidade

Se você conseguiu identificar 4 ou mais sintomas é pertinente, que se procure um médico Psiquiatra, que possa fazer uma avaliação acerca dos sinais e sintomas do transtorno.

http://revistagalileu.globo.com/Galileu/0,6993,ECT610967-2989-2,00.html

domingo, 8 de janeiro de 2012

O que é Empatia?


Sentimento de identificação entre duas pessoas; harmonia interativa.

Quando outras pessoas ao nosso redor manifestam certos sentimentos, parece natural que tenhamos esse mesmo sentimento. O "sentir com os outros", constitui o que chamamos de simpatia. Para simpatizarmos inteiramente com outras pessoas é necessário o exercício da imaginação, precisamos nos colocar em seu lugar e encarar as coisas de seu ponto de vista. E para que o processo seja completo precisamos saber como lidar com a situação que influi em nossos amigos; precisamos da experiência na conduta cooperadora.

Empatia significa mais "sentir o que se passa no íntimo", portanto algo mais profundo que simpatia. "Pode ser que uma pessoa não esteja experimentando nenhum sentimento, mas esteja vivenciando uma situação que despertaria em nós, caso estivéssemos no lugar dela, um sentimento apropriado para aquela situação, identificando-nos com a pessoa. O sentimento da empatia se manifesta no comportamento externo".

Para o publicitário Paulo Rogério Tarsitano...
É a capacidade de nos identificarmos espiritualmente com outras pessoas, experimentar os mesmos sentimentos que elas experimentam ou viver mentalmente situações que desejaríamos experimentar.

Segundo Freud, "um caminho por via da imitação, conduz da identificação à empatia, isto é, à compreensão do mecanismo pelo qual ficamos capacitados para assumir qualquer atitude em relação à vida mental".

Na visão do antropólogoTariq Kamal...
Na filosofia Zen, o conceito de 1ª visão leva ao estar bem com nós mesmos. Dessa forma, cuidar de sua saúde, beleza e bem-estar é essencial. Estar sempre bem tratado, arrumado e vestido confortavelmente e de maneira elegante são maneiras de se sentir bem. Dormir adequadamente, se alimentar corretamente, relaxar e contar até 10 quando irritado.

Agora é hora de exercer a 2ª visão, que é a relação com os outros através da consideração, solidariedade e atenção às suas necessidades. Quando você é sensível àquela pessoa que está abalada, estendendo a sua mão e oferecendo-lhe ajuda, você cativa essa alma. Alegrar um ambiente, motivar quem está ao seu redor, trazer humor e carinho aos outros são provas de empatia. Procure começar dentro de casa, com seus pais, filhos, irmãos ou companheiro. Há um ditado que diz : “É bom ajudar alguém que lhe pede um favor. Melhor ainda é ajudá-lo antes que ele lhe peça...” Isso é sensibilidade! Isso é praticar a Arte da Empatia!

Empatia tem algo de fortemente biológico. Diferente de como alguns pensam, não se pode encená-la. Empatia significa pensar com os pés dentro dos sapatos do outro. (...)
O segredo é contar com o coração. Há em todos nós uma linguagem que sai diretamente de dentro do peito. Encenar é com o cérebro; falar com empatia é coisa do coração. (...)

Empatia, por sua vez, é olhar com o olhar do outro, é considerar a possibilidade de uma perspectiva diferente da sua. A falta de empatia é desconsideração, é não permitir diferentes percepções. A falta de empatia desconsidera a pessoa em si, os seus valores, o seu sistema de crenças ou os seus desejos. Para alguns a Empatia refere-se a Estética, e não a Ética propriamente dita.

Em suma, a Empatia é sentir-se como se sentiria caso se estivesse na situação e circunstâncias experimentadas por uma outra pessoa.

Empatia é a resposta afetiva vicária a outras pessoas, ou seja, uma resposta afetiva apropriada à situação de outra pessoa, e não à própria situação. Pesquisas indicam que a empatia tem uma resposta humana universal, comprovada fisiologicamente. Dessa forma a empatia pode ser tomada como causa do comportamento altruísta, uma vez que predispõe o indivíduo a tomar atitudes altruístas (solidárias).

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